Warren Buffett (Getty Images)
Redatora
Publicado em 9 de fevereiro de 2026 às 11h31.
Durante cinco décadas, Warren Buffett construiu um histórico de retornos que redefiniu o conceito de investimento em valor. No entanto, os números mais recentes mostram um contraste relevante entre o desempenho do passado e os resultados obtidos na economia digital.
A diferença levanta uma discussão central para profissionais de finanças corporativas, gestores e investidores sobre como modelos consagrados precisam se adaptar a um ambiente dominado por ativos intangíveis, tecnologia e reinvestimento contínuo. As informações são da Fortune.
A trajetória de Buffett pode ser dividida em dois grandes períodos. Do início dos anos 1950 até o fim da bolha da internet, investir com ele significou multiplicar capital de forma exponencial.
Um milhão de dólares aplicado na Berkshire Hathaway nesse intervalo teria superado em quase 500 vezes o retorno do S&P 500. Já no período posterior, entre o fim de 2007 e 2025, o desempenho foi inferior ao índice de mercado, um dado que chama a atenção pela mudança estrutural do ambiente econômico.
O sucesso histórico de Buffett esteve ligado a um contexto de negócios mais estável. Empresas de mídia, consumo e serviços financeiros operavam em mercados concentrados, com barreiras claras à entrada e crescimento gradual.
Nesse cenário, marcas fortes, escala e eficiência operacional garantiam fluxos de caixa previsíveis, características ideais para estratégias de alocação de capital focadas em retorno de longo prazo e baixo risco.
A partir dos anos 2000, a dinâmica competitiva mudou. O avanço da computação, da internet e dos modelos digitais reduziu drasticamente os custos marginais e ampliou o alcance global das empresas de tecnologia.
Negócios como Google, Amazon e Microsoft passaram a gerar crescimento acelerado com estruturas mais leves em ativos físicos. Esse novo modelo desafia métricas tradicionais de valuation e pressiona estratégias que priorizam distribuição de capital em vez de reinvestimento.
O principal investimento tecnológico de Buffett foi a Apple, adquirida quando a empresa já operava com características semelhantes às de uma companhia de bens de consumo consolidada.
Forte geração de caixa, recompra de ações e menor apetite por riscos em inovação tornaram a empresa compatível com a lógica de valor tradicional. Ainda assim, outras gigantes de tecnologia, com estratégias mais agressivas de reinvestimento, apresentaram desempenho superior no mesmo período.
A análise do desempenho recente da Berkshire Hathaway evidencia um ponto crítico para líderes financeiros. Modelos consagrados precisam ser recalibrados para um ambiente em que ativos intangíveis, dados, software e velocidade de inovação determinam a criação de valor. Ignorar essa mudança pode significar perda de competitividade, tanto para empresas quanto para carreiras executivas.
Mais do que um debate sobre decisões individuais de investimento, o caso Buffett reflete uma transição estrutural. O capital hoje precisa equilibrar eficiência operacional com investimento contínuo no futuro.
Para quem atua em finanças corporativas, compreender essa lógica se tornou uma competência estratégica, capaz de orientar decisões de orçamento, valor de mercado e crescimento sustentável em um mercado cada vez mais digital.
Não é raro ouvir histórias de empresas que faliram por erros de gestão financeira. Das pequenas startups até as grandes corporações, o desafio é parecido: manter o controle financeiro e tomar decisões estratégicas. E essa não é uma responsabilidade apenas da alta liderança. Independente do cargo, saber como equilibrar receitas, despesas e investimentos é essencial.
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