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R$ 2 bilhões no Beto Carrero: como será nova montanha-russa e quando ela fica pronta

Veja o que já se sabe sobre a nova montanha-russa do Beto Carrero World

Alex Murad, CEO do Beto Carrero: "A montanha-russa terá vários efeitos cinéticos inéditos" (Leandro Fonseca /Exame)

Alex Murad, CEO do Beto Carrero: "A montanha-russa terá vários efeitos cinéticos inéditos" (Leandro Fonseca /Exame)

Daniel Giussani
Daniel Giussani

Repórter de Negócios

Publicado em 9 de fevereiro de 2026 às 08h20.

Última atualização em 9 de fevereiro de 2026 às 08h45.

Desde que o Beto Carrero World anunciou, com exclusividade à EXAME, a construção de uma nova montanha-russa, fãs de parques de diversões passaram a se perguntar como será o novo brinquedo — prometido como o mais caro e tecnológico do Hemisfério Sul.

Agora, alguns detalhes começam a ser confirmados. O principal deles: a atração será uma montanha-russa de múltiplos lançamentos.

Na prática, isso significa que o trem não sobe lentamente uma grande rampa antes da queda, como nos modelos clássicos. Em vez disso, é impulsionado várias vezes ao longo do percurso, com acelerações sucessivas.

Os lançamentos podem acontecer para frente e também de costas, mudando o ritmo da experiência e reduzindo os momentos de “respiro” do visitante.

Um dos exemplos mais conhecidos desse tipo de tecnologia está em Orlando.

A Jurassic World VelociCoaster, da Universal Islands of Adventure, usa dois lançamentos de alta velocidade e atinge até 110 quilômetros por hora. Inaugurada em 2021, a atração foi fabricada pela empresa suíça Intamin e se tornou referência mundial entre fãs de montanhas-russas por combinar velocidade, inversões e narrativa.

A VelociCoaster tem uma estrutura de 47 metros de altura, quatro inversões e motores síncronos lineares — tecnologia que acelera o trem sem o uso de correntes.

No caso do Beto Carrero, o parque não divulgou dados técnicos nem confirmou o fabricante. Fãs especulam que a Intamin possa estar envolvida, mas a informação não é confirmada oficialmente.

Imersão inédita no parque

Outro ponto já confirmado é o nível de imersão. Segundo o parque, a nova montanha-russa terá um efeito imersivo inédito no Beto Carrero.

Na prática, isso significa que o brinquedo não será apenas uma estrutura isolada, mas parte de uma narrativa integrada à área temática. Cenografia, trilha sonora, elementos visuais e movimentos do próprio trem devem trabalhar juntos para contar uma história — e não apenas entregar velocidade.

À EXAME, Alex Murad, CEO do Beto Carrero World, afirmou que a atração terá “vários movimentos cinéticos” e um custo duas vezes maior do que o da atual montanha-russa mais cara do Hemisfério Sul.

A nova atração ficará dentro da área temática do Bob Esponja, desenvolvida em parceria com a Paramount.

O projeto levou cerca de três anos para ser desenhado e ocupará a área do antigo zoológico, desativado em 2024.

Quando fica pronta

O cronograma já está definido. A área do Bob Esponja — e, com ela, a nova montanha-russa — tem previsão de inauguração em 2028.

O brinquedo faz parte de um plano de investimento de 2 bilhões de reais do Beto Carrero World, que também inclui uma área da Galinha Pintadinha e a construção de três hotéis dentro do complexo.

Por enquanto, o parque mantém em sigilo os detalhes técnicos mais sensíveis. Mas uma coisa já está clara: não será apenas mais uma montanha-russa — e, para os fãs, a contagem regressiva já começou.

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