Luiz Ballas, da Ocupe: “A gente forma a equipe que o cliente precisa, de acordo com a dor que ele tem” (Divulgação/Divulgação)
Publicado em 6 de janeiro de 2026 às 11h22.
Última atualização em 6 de janeiro de 2026 às 11h33.
Criada para desafiar o modelo tradicional das agências de publicidade, a Ocupe construiu sua reputação ao apostar em squads sob demanda, profissionais sêniores e uma operação remota orientada à produtividade, e não a longas jornadas de trabalho.
Fundada há quase cinco anos por Luiz Ballas, a empresa atende hoje cerca de 20 clientes e opera com um time de 50 pessoas distribuídas pelo Brasil.
Somente em 2024, a agência cresceu 76%, desempenho que garantiu à Ocupe presença no ranking Exame Negócios em Expansão 2025, na categoria de empresas com faturamento entre R$ 2 milhões e R$ 5 milhões.Na prática, a Ocupe funciona como uma extensão interna das companhias que atende.
Em vez de pacotes fechados de entregas ou contratos baseados em volume de peças, o cliente contrata horas de profissionais específicos, como redatores, designers e especialistas em mídia paga, que passam a atuar de forma dedicada dentro de squads desenhados sob medida para cada negócio.
Os times trabalham diariamente focados nas dores reais dos clientes.
“A gente forma a equipe que o cliente precisa, de acordo com a dor que ele tem”, resume Ballas.
Esse modelo permitiu à Ocupe atender desde grandes grupos educacionais até startups brasileiras e americanas, além de franqueadoras, incorporadoras e empresas que atuam nos mercados B2B e B2C.
Aos 31 anos, Ballas mora em Jundiaí, no interior paulista, e construiu sua trajetória fora dos caminhos tradicionais. Sem diploma universitário, define sua formação como “mais de carreira mesmo”.
O aprendizado veio da prática, com passagens por áreas como mídia, e-commerce, dados e business intelligence. Atualmente, participa de um programa executivo da Universidade Stanford.
A inquietação apareceu cedo. Aos 13 anos, foi um dos fundadores da Bicicletada Jundiaí, movimento que contribuiu para a inclusão de 300 quilômetros de ciclovias no plano diretor da cidade.
A iniciativa o levou a apresentar um TEDx ainda na adolescência. “Sempre fui meio inconformado com as coisas”, afirma.
Aos 19 anos, tentou empreender pela primeira vez em uma startup, e quebrou.
“Eu era muito novo. Precisava apanhar um pouco do mercado, entender os clientes e como as coisas funcionam de verdade”, admite.
Antes de criar a Ocupe, Ballas construiu carreira em startups e agências de publicidade. Foi nesse ambiente que nasceu o incômodo que daria origem ao negócio. “O mercado não precisava de mais uma agência. Precisava de um novo modelo”, diz.
Hoje, a agência conta com cerca de 50 funcionários, todos profissionais de nível sênior. Cada cliente tem, no mínimo, duas horas diárias de dedicação de um profissional, mas a maioria contrata squads com alocação de 50% ou 100% do tempo. Em alguns casos, os times atuam em regime full time para um único cliente.
A empresa não tem investidores externos. Os quatro heads da operação participam de um programa de vesting, e alguns já se tornaram sócios.
A família de Ballas também integra o negócio, como é o caso da mãe, que responde pela área financeira e atua como braço direito do fundador, e a irmã, coordenadora de criação.
“A gente sabe separar muito bem o profissional do pessoal”, afirma.
O ano de 2025 tem sido positivo para a Ocupe. A empresa cresceu 25% em relação ao ano anterior.
Para 2026, a expectativa é acelerar ainda mais. A projeção é crescer ao menos 45%, especialmente por conta da expansão do time comercial, que passará de duas para seis pessoas. Além disso, estará presente em mais eventos e promoverá ações de fortalecimento da marca.
A principal aposta, no entanto, está na tecnologia. A empresa vem investindo na Ocupe.ai, solução proprietária que automatiza processos de redes sociais, planejamento e criação de conteúdo. A ferramenta é capaz de gerar briefings, calendários editoriais e programar publicações em poucos minutos.
A estratégia é posicionar a Ocupe não apenas como uma prestadora de serviços, mas também como uma empresa de tecnologia.
O ranking EXAME Negócios em Expansão é uma iniciativa da EXAME e do BTG Pactual (do mesmo grupo de controle da EXAME).
O objetivo é encontrar as empresas emergentes brasileiras com as maiores taxas de crescimento de receita operacional líquida ao longo de 12 meses.
Em 2025, a pesquisa avaliou as empresas que mais conseguiram expandir receitas ao longo de 2024. A análise considerou negócios com faturamento anual entre 2 milhões e 600 milhões de reais.
São 470 empresas que criam produtos e soluções inovadoras, conquistam mercados e empregam milhares de brasileiros. Conheça o hub do projeto, com os resultados completos do ranking e, também, a cobertura total do evento de lançamento da edição 2025.