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Escritórios da Odebrecht na República Dominicana são vasculhados

Promotores também interrogaram ex-funcionários ligados a licitações de obras conquistadas pela empreiteira

Odebrecht: dezenas de policiais cercaram o prédio onde estão os escritórios (Dado Galdieri/Bloomberg)

Odebrecht: dezenas de policiais cercaram o prédio onde estão os escritórios (Dado Galdieri/Bloomberg)

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AFP

Publicado em 19 de janeiro de 2017 às 09h20.

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Os escritórios da Odebrecht em Santo Domingo foram vasculhados nesta quarta-feira, como parte da investigação judicial sobre o pagamento de 92 milhões de dólares em propina a funcionários da República Dominicana.

Dezenas de policiais cercaram o prédio onde estão os escritórios da Odebrecht, no centro da cidade, enquanto promotores interrogavam ex-funcionários ligados a licitações de obras conquistadas pela empreiteira.

"A revista ocorre em cumprimento do devido processo, após o confronto das informações fornecidas à Procuradoria-Geral da República (PGR) pelos representantes da Odebrecht no país com dados obtidos mediante trabalhos de inteligência", assinalou o Ministério Público.

Nesta quarta-feira, a promotoria interrogou ex-funcionários públicos envolvidos na contratação de obras da Odebrecht no país.

Na semana passada, o gerente-geral da Odebrecht na República Dominicana, Marcelo Hofke, revelou ao procurador dominicano Jean Alain Rodríguez que o grupo entregou 92 milhões de dólares ao empresário Ángel Rondón entre 2001 e 2014.

Mas segundo Hofke, o empresário "recebeu os 92 milhões de dólares por um contrato de representação comercial", sem qualquer relação com corrupção.

De acordo com as investigações, os subornos foram pagos durante os governos dos presidentes Hipólito Mejía, Leonel Fernández e Danilo Medina.

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