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Apresentado por SIMPAY

Após “exit” de US$ 30 milhões, empresário volta ao Brasil de olho em fintechs

Ayrton Brito vendeu a tecnologia Fluxera Global para um fundo chinês e agora busca startups reguladas com potencial para se tornarem unicórnios

Ayrton Brito: após sucesso com a tecnologia Fluxera Global, empresário busca potenciais unicórnios no Brasil (Simpay/Divulgação)

Ayrton Brito: após sucesso com a tecnologia Fluxera Global, empresário busca potenciais unicórnios no Brasil (Simpay/Divulgação)

EXAME Solutions
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Publicado em 27 de fevereiro de 2026 às 10h00.

Em um movimento que consolida a força da nova geração de empreendedores brasileiros no cenário global, uma tecnologia proprietária de infraestrutura financeira, a Fluxera Global, foi adquirida por um fundo de investimentos chinês pelo valor de US$ 30 milhões. O negócio marca um "exit” significativo, mas também reforça como soluções desenvolvidas por brasileiros estão rompendo fronteiras e encontrando aceitação em mercados competitivos, como o asiático.

Um dos nomes da por trás da Fluxera Global é Ayrton Brito, que participou da concepção estratégica da arquitetura e das negociações da operação. Investidor, ele recentemente adquiriu a Simpay, e agora passa a liderar a estratégia por trás do ativo. A recente transação, no entanto, não envolveu a startup, mas exclusivamente a equipe fundadora da tecnologia e a alienação da propriedade intelectual, da arquitetura tecnológica e dos ativos estruturais do sistema.

Por cláusulas contratuais de confidencialidade, o nome do fundo não foi divulgado. Sabe-se, no entanto, que se trata de um grupo privado sediado na China, com foco em expansão global, integração multimoeda e fortalecimento de plataformas voltadas a mercados internacionais.

“Para o fundo comprador, o principal atrativo foi adquirir uma estrutura pronta, tecnologicamente escalável e já validada sob o ponto de vista regulatório, o que lhes permitiu economizar anos de desenvolvimento próprio para operar globalmente”, destaca o empresário.

Brasil exportando infraestrutura, não apenas talento

Diferente do caminho tradicional de muitas startups que focam inicialmente no mercado doméstico, Brito conta que a tecnologia foi concebida com um DNA global. A Fluxera Global foi desenvolvida em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, país escolhido estrategicamente como um hub logístico e tributário.

A solução foi pensada para resolver gargalos enfrentados por empresas digitais que operam em múltiplas jurisdições. Segundo Brito, a plataforma unifica camadas financeiras críticas, reduzindo ineficiências cambiais, simplificando a complexidade regulatória cross-border e ampliando a integração entre gateways, contas e cartões corporativos.

“A estrutura foi criada para acabar com a dificuldade de movimentar capital entre países de forma eficiente e regulada. Construir infraestrutura regulada é um processo silencioso. Não gera mídia imediata, mas gera algo concreto e sólido que as grandes empresas precisam", afirma Brito.

Posteriormente, a tecnologia foi validada e escalada no complexo mercado europeu, onde passou a atender plataformas de e-commerce de alto volume, empresas SaaS com atuação internacional, operações financeiras multi-jurisdicionais e negócios digitais com foco em eficiência cambial.

Antes da negociação, o sistema já sustentava mais de US$ 250 milhões em volume anual processado, operando sob padrões regulatórios rigorosos.

O executivo destaca que, assim como entrada da tecnologia na Europa, a aquisição da mesma pelo fundo chinês mostra que a mentalidade de criar ativos globais, e não apenas produtos locais, é o diferencial da nova safra de empresários brasileiros.

“Ao contrário de gerações anteriores, que muitas vezes buscavam o crescimento rápido de base de usuários para inflar o valuation, esses novos empreendedores estão escolhendo o caminho mais longo, priorizando a construção de tecnologia própria, licenças e conformidade”, analisa Brito.

De olho no próximo unicórnio

É de olho nesses empreendedores que o executivo retorna ao Brasil com uma missão: atuar como investidor-anjo e impulsionar startups nacionais no setor de instituições de pagamento reguladas. Seu objetivo é apoiar negócios de pagamentos, banking as a service, compliance e soluções cross-border.

A proposta, segundo Brito, é contribuir não apenas com capital, mas com visão arquitetural e experiência prática na construção de sistemas financeiros escaláveis, uma vez que o país possui um dos ecossistemas financeiros mais avançados do mundo, com inovações como o Pix e o Open Finance como exemplos reais de soluções inéditas e de alto valor.

"O Brasil não está acompanhando o futuro financeiro, ele está escrevendo o manual", destaca.

O empresário já monitora três grandes startups no país e não esconde sua ambição: "Pretendo entrar muito forte no Brasil e, talvez, construir agora uma startup unicórnio", finaliza.

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