Giovanna Antonelli está acostumada a falar para plateias. Nos últimos anos, a atriz percorreu o país com palestras e mentorias sobre carreira e empreendedorismo feminino. No caminho, percebeu um padrão. Muitas mulheres tinham talento e vontade de empreender, mas faltavam rede, informação prática e estratégia.
Foi dessa percepção que surgiu o ELAS, evento criado por Antonelli e lançado neste fim de semana em São Paulo. A primeira edição reuniu cerca de 2 mil mulheres em dois dias de imersão sobre carreira, negócios e desenvolvimento pessoal, no fim de semana do Dia Internacional da Mulher.
A proposta, segundo a atriz e empresária, era ir além das palestras motivacionais e criar um ambiente de formação e conexão entre mulheres em diferentes momentos da trajetória profissional.
“Não bastava falar para plateias. Era preciso construir um espaço onde as mulheres pudessem aprender, se conectar e acelerar juntas”, diz Antonelli.
Nos últimos cinco anos, ela estruturou programas de mentoria e formação voltados ao desenvolvimento profissional feminino. Segundo a atriz, mais de 50 mil mulheres já passaram por essas iniciativas, tanto em plataformas digitais quanto em encontros presenciais.
Parte das participantes busca orientação para abrir um negócio. Outras chegam em momentos de transição de carreira ou em busca de reposicionamento profissional.
“Muitas não estavam necessariamente começando um negócio, mas reposicionando a vida profissional. Empreender também é autonomia, protagonismo e capacidade de criar novos caminhos”, diz.
O ELAS nasceu justamente para reunir essas diferentes jornadas. O público inclui empreendedoras, executivas, profissionais liberais e mulheres em processo de reinvenção profissional. O ponto em comum, segundo Antonelli, é a disposição de assumir o protagonismo da própria trajetória.
“São mulheres que não estão esperando uma oportunidade aparecer. Elas querem aprender, se posicionar e construir algo maior, seja dentro de uma empresa, em um negócio próprio ou em um novo ciclo profissional”, diz.
Além das palestras e painéis, um dos aspectos que mais chamou atenção da organizadora foi o networking espontâneo entre as participantes.
“Foi muito forte ver as trocas acontecendo fora do palco, com mulheres se conectando, criando parcerias e compartilhando histórias. O ELAS é uma construção de rede”, afirma.
A próxima edição do evento já tem data marcada. O encontro deve voltar a acontecer em São Paulo nos dias 6 e 7 de março de 2027. Até lá, a ideia é expandir o projeto para outras cidades do país em formatos menores.
“Existe uma demanda muito grande por espaços de formação e conexão entre mulheres. O plano é estruturar edições menores para levar o ELAS pelo Brasil”, diz Antonelli.
Para ela, o projeto nasce com a ambição de ir além de um encontro pontual e se tornar uma plataforma mais ampla de desenvolvimento e empreendedorismo feminino.
“A gente fala muito de propósito e talento. Mas o que realmente muda uma trajetória é decisão e movimento. Quando uma mulher muda de posição, não muda só a vida dela.”
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