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Ministro da Fazenda diz que vai procurar EUA após PCC e CV serem classificados como terroristas

Dario Durigan afirma que buscará esclarecer decisão de Washington e diz que medida pode gerar insegurança jurídica e impactos econômicos

Dario Durigan: ministro concedeu entrevista à CBN (Washington Costa/MF/Flickr)

Dario Durigan: ministro concedeu entrevista à CBN (Washington Costa/MF/Flickr)

Publicado em 1 de junho de 2026 às 09h11.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira, 1º, que o governo brasileiro deve entrar em contato com autoridades dos Estados Unidos para esclarecer a decisão de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

Em entrevista à CBN, Durigan disse que o governo está comprometido com o combate às facções criminosas e afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defende o fortalecimento das ações contra esse tipo de organização.

“Nós não vamos deixar de fazer esforços”, afirmou o ministro. Segundo ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já defendeu o fortalecimento das ações contra organizações criminosas.

Na avaliação de Durigan, a medida representa uma tentativa de pressionar o Brasil em meio ao período pré-eleitoral. “É inaceitável receber esse tipo de pressão, de intimidação perto do período eleitoral”, declarou.

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O ministro também demonstrou preocupação com os possíveis efeitos econômicos da medida. Segundo ele, a classificação das facções como grupos terroristas pode aumentar a insegurança jurídica para empresas brasileiras, especialmente no sistema financeiro e em operações relacionadas ao Pix.

Durigan afirmou ainda que o governo fará “de tudo” para evitar prejuízos econômicos e não descartou a adoção de medidas de suporte caso empresas brasileiras sejam afetadas por consequências financeiras decorrentes da decisão dos Estados Unidos.

Na semana passada, o governo americano anunciou a classificação do PCC e do CV como organizações terroristas. A medida foi comemorada por integrantes da oposição brasileira e abriu uma nova frente de tensão entre Brasília e Washington.

A decisão foi anunciada poucos dias após uma reunião entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

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