Negócios

Embraer adia para 2011 decisão sobre aviação comercial

Empresa pode desenvolver novo avião ou remotorizar modelos atuais

Boeing 757: Embraer pode brigar com a gigante norte-americana e a Airbus (Getty Images)

Boeing 757: Embraer pode brigar com a gigante norte-americana e a Airbus (Getty Images)

DR

Da Redação

Publicado em 29 de outubro de 2010 às 13h38.

São Paulo - A Embraer decidirá apenas em 2011 sobre seus próximos passos na aviação comercial, que passam pelo desenvolvimento de um novo avião ou remotorização de seus modelos atuais. A expectativa era que a fabricante de jatos decidisse até o final deste ano.
"A decisão a ser tomada está ficando para 2011", afirmou nesta sexta-feira o vice-presidente financeiro da Embraer, Luiz Carlos Aguiar, durante teleconferência sobre os resultados da empresa no terceiro trimestre.

Em abril deste ano, a Embraer escalou Mauro Kern, que antes ocupava a vice-presidência da área de Aviação Comercial, para liderar o desenvolvimento de novos projetos.

Entre as opções na mesa, as preferidas em análise são a modernização dos atuais aviões de 70 a 118 assentos e o desenvolvimento de uma aeronave totalmente nova de maior porte. Em entrevista à Reuters em maio, o presidente-executivo da Embraer, Frederico Curado, disse que os dois projetos não eram excludentes, embora tenha afirmado que a companhia não conseguiria "fazer tudo ao mesmo tempo".

Se optar por um novo avião maior, a Embraer brigará diretamente com as gigantes Boeing e Airbus.

Na noite de quinta-feira, a Embraer anunciou queda de quase 4 por cento no lucro líquido do terceiro trimestre na comparação com o mesmo período do ano passado, pelo padrão internacional de contabilidade IFRS. 

Acompanhe tudo sobre:EmpresasEmpresas abertasSetor de transporteempresas-de-tecnologiagestao-de-negociosAviaçãoEmbraer

Mais de Negócios

Como um erro de expansão levou um sushi brasileiro a faturar R$ 23 milhões em Portugal

15 franquias baratas para abrir em cidades pequenas a partir de R$ 5 mil

Ele transformou a história da mãe com transtorno bipolar em um negócio de R$ 10 milhões

Empreendedores de 620 cidades já têm negócios digitais com faturamento acima de R$ 1 milhão