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Eletronuclear aguarda aprovação para contratos de Angra

A diretoria da Eletrobras, que controla a empresa, pediu revisão do orçamento, estimado em R$ 3,1 bilhão

Obras de Angra 3: previsão é que os contratos sejam aprovados ainda este mês (INFO)
DR

Da Redação

Publicado em 14 de maio de 2014 às 18h36.

Rio - Acumulando já três anos de atrasos, a Eletronuclear ainda aguarda a aprovação do seu Conselho de Administração para assinar os contratos de montagem eletromecânica da usina Angra 3, no litoral sul do Rio.

A diretoria da Eletrobras, que controla a empresa, pediu revisão do orçamento, estimado em R$ 3,1 bilhão.

A previsão é que os contratos sejam aprovados ainda este mês, um prazo considerado "limite" para manter a data de partida em junho de 2018.

"Ainda é tecnicamente viável. Esperamos uma decisão do Conselho entre maio e junho. A partir daí os caminhos ficam críticos", descreveu o executivo Paulo Carneiro, assessor técnico da empresa.

Os contratos já passaram por auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) por sete meses, mas ainda assim a diretoria da holding pediu a revisão.

"Já entregamos todas as informações solicitadas e acredito que não há obstáculos", completou.

Para manter o cronograma, entretanto, a empresa ainda precisará acelerar as obras civis, que foram desmobilizadas após desentendimentos com o consórcio responsável pelas obras.

A empresa, agora, negocia uma "repactuação" sobre os aditivos contratuais para garantir que a obra seja retomada até dezembro.

"Não tenho quanto vai incidir de gasto adicional. Fomos sensíveis às reclamações do consórcio sobre a diminuição do ritmo das obras, mas a construtora tem o entendimento de que precisa paralisar as obras", explicou.

A empresa ainda poderá passar por falta de mão de obra. Sob pressão para cortar custos, a subsidiária aderiu ao Plano de Incentivo ao Desligamento da Eletrobras, e irá demitir cerca de 620 funcionários até 2015 - quase um quarto do quadro total da companhia.

Sem o atual corte, a companhia já previa contratar 245 funcionários para atuar em Angra 3.

"Será preciso um esforço para a empresa operar Angra 3 sem ampliar o quadro de funcionários, com otimização dos seus processos", afirmou o executivo.

"Entendemos que é perfeitamente possível, com remanejamentos. Também esperamos repor a quase totalidade das vagas na área operacional."

Parte das demissões, em áreas não operacionais, acontecerá ainda em 2014, gerando o custo estimado de R$ 200 milhões.

As demais serão feitas até dezembro de 2015. A adesão chegou a 43% na área de engenheiros, o que preocupou a companhia.

"Estamos fazendo um levantamento do conhecimento que pode ser retido para definir as datas. Há um gap", afirmou.

O executivo afirmou que até 13 de junho será concluído o cronograma das demissões e para o plano de gestão do conhecimento.

Segundo Carneiro, há um concurso público previsto para a empresa ainda este ano, mas à espera de autorização da Eletrobras.

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Rio - Acumulando já três anos de atrasos, a Eletronuclear ainda aguarda a aprovação do seu Conselho de Administração para assinar os contratos de montagem eletromecânica da usina Angra 3, no litoral sul do Rio.

A diretoria da Eletrobras, que controla a empresa, pediu revisão do orçamento, estimado em R$ 3,1 bilhão.

A previsão é que os contratos sejam aprovados ainda este mês, um prazo considerado "limite" para manter a data de partida em junho de 2018.

"Ainda é tecnicamente viável. Esperamos uma decisão do Conselho entre maio e junho. A partir daí os caminhos ficam críticos", descreveu o executivo Paulo Carneiro, assessor técnico da empresa.

Os contratos já passaram por auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) por sete meses, mas ainda assim a diretoria da holding pediu a revisão.

"Já entregamos todas as informações solicitadas e acredito que não há obstáculos", completou.

Para manter o cronograma, entretanto, a empresa ainda precisará acelerar as obras civis, que foram desmobilizadas após desentendimentos com o consórcio responsável pelas obras.

A empresa, agora, negocia uma "repactuação" sobre os aditivos contratuais para garantir que a obra seja retomada até dezembro.

"Não tenho quanto vai incidir de gasto adicional. Fomos sensíveis às reclamações do consórcio sobre a diminuição do ritmo das obras, mas a construtora tem o entendimento de que precisa paralisar as obras", explicou.

A empresa ainda poderá passar por falta de mão de obra. Sob pressão para cortar custos, a subsidiária aderiu ao Plano de Incentivo ao Desligamento da Eletrobras, e irá demitir cerca de 620 funcionários até 2015 - quase um quarto do quadro total da companhia.

Sem o atual corte, a companhia já previa contratar 245 funcionários para atuar em Angra 3.

"Será preciso um esforço para a empresa operar Angra 3 sem ampliar o quadro de funcionários, com otimização dos seus processos", afirmou o executivo.

"Entendemos que é perfeitamente possível, com remanejamentos. Também esperamos repor a quase totalidade das vagas na área operacional."

Parte das demissões, em áreas não operacionais, acontecerá ainda em 2014, gerando o custo estimado de R$ 200 milhões.

As demais serão feitas até dezembro de 2015. A adesão chegou a 43% na área de engenheiros, o que preocupou a companhia.

"Estamos fazendo um levantamento do conhecimento que pode ser retido para definir as datas. Há um gap", afirmou.

O executivo afirmou que até 13 de junho será concluído o cronograma das demissões e para o plano de gestão do conhecimento.

Segundo Carneiro, há um concurso público previsto para a empresa ainda este ano, mas à espera de autorização da Eletrobras.

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