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Eletrobras definirá hidrelétricas no Peru até março

Capacidade instalada das seis hidrelétricas totalizaria 6,67 mil megawatts

Eletrobras: em junho passado, o presidente Lula e o presidente peruano, Alan García, assinaram um acordo estabelecendo os princípios da futura interconexão elétrica entre os dois países (.)
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Da Redação

Publicado em 18 de outubro de 2010 às 13h01.

São Paulo - A Eletrobras planeja concluir até o final do primeiro trimestre de 2011 os estudos de viabilidade para a construção de novas hidrelétricas no Peru, cuja parte da energia será destinada para o abastecimento do mercado brasileiro. "Estamos realizando os estudos há quase um ano. Por isso, acreditamos que esse trabalho será concluído até o final do primeiro trimestre do próximo ano" afirmou o chefe do Departamento de Prospecção de Novos Negócios no Exterior da estatal federal, Pedro Jatobá, que participou hoje de evento sobre a integração energética entre o Brasil e a Colômbia na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na capital paulista.

Atualmente, a Eletrobras está desenvolvendo estudos para a construção de seis hidrelétricas em território peruano, que totalizariam uma capacidade instalada de cerca de 6,67 mil megawatts (MW). Segundo o executivo, o objetivo do estudo de viabilidade é definir efetivamente quais são as usinas que sairão do papel. "Houve a definição de um bloco de energia, mas não se definiu quais serão as usinas a serem construídas", disse Jatobá.

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A conclusão dos estudos de viabilidade é o passo seguinte ao processo de integração energética entre Brasil e Peru. Em junho passado, o presidente Lula e o presidente peruano, Alan García, assinaram um acordo estabelecendo os princípios da futura interconexão elétrica entre os dois países.

Os projetos no Peru se enquadram na estratégia da Eletrobras de expandir suas operações para o exterior. Nesse contexto, Jatobá explicou que uma das vertentes desse planejamento é desenvolver projetos que contribuam para limpar a matriz energética dos países vizinhos, reduzindo a emissão de gás carbônico (CO2). Como exemplo, o executivo citou o projeto de uma hidrelétrica na Nicarágua, a usina Tumarim (250 MW). "Essa usina representa um terço da capacidade instalada da Nicarágua e permitirá reduzir pela metade a emissão de CO2 do país", explicou. Por falta de opções, a matriz elétrica de muitos países da América Central é a geração térmica a óleo combustível, mais cara e suja.

De acordo com Jatobá, vários países da América do Sul estão começando a privilegiar a inserção de fontes renováveis de energia em suas matrizes elétricas atualmente. Ponderando que ainda não há nenhum estudo da Eletrobras nesse sentido, o executivo afirmou que países como Uruguai, Peru e Argentina estão promovendo políticas para a construção de usinas eólicas em seus territórios. "O nosso foco é energia renovável, e percebemos que essa é uma preocupação que começa a surgir no continente. Tudo isso, para nós, é uma oportunidade de negócios" afirmou.

Segundo Jatobá, o orçamento da estatal para o próximo ano já prevê, inclusive, recursos para investimentos em projetos fora do País. "Essa é a nossa expectativa. Temos projetos dos quais estamos concluindo os estudos de viabilidade. Então, teremos que construir essas usinas", afirmou o chefe do Departamento de Prospecção de Novos Negócios no Exterior da estatal federal.

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