(Montagem/EXAME/Wikimedia Commons)
Estagiária de jornalismo
Publicado em 6 de janeiro de 2026 às 11h19.
Elon Musk se tornou, em 2025, o primeiro ser humano da história a atingir um patrimônio líquido de US$ 700 bilhões.
A marca, alcançada em dezembro, é resultado de uma combinação rara de fatores: valorização da SpaceX, retomada de incentivos na Tesla e forte movimentação no mercado de inteligência artificial.
Apenas neste ano, o empresário viu sua fortuna crescer US$ 333,2 bilhões, uma média de US$ 935 milhões por dia.
Mas Musk não foi o único a se beneficiar de um ano extraordinário para os mercados globais. Segundo levantamento da Forbes, os dez bilionários que mais enriqueceram em 2025 acumularam juntos US$ 730 bilhões em patrimônio, alavancados por estratégias agressivas em tecnologia, mineração, moda, finanças e telecomunicações.
O movimento revela mais que números impressionantes: mostra como decisões estratégicas corporativas, muitas delas ancoradas em inteligência artificial, têm impacto direto na multiplicação de valor patrimonial e na capitalização de grandes líderes empresariais. As informações são da Forbes.
Os números de 2025 colocam em destaque a geografia da concentração de capital. Seis dos dez maiores ganhadores do ano são norte-americanos — e cinco deles atuam diretamente no setor de tecnologia. Juntos, eles representam mais de 85% da riqueza acumulada entre os dez primeiros colocados.
Esse dado expõe o avanço da concentração patrimonial em um único mercado: o norte-americano. A combinação de políticas pró-IA, aquecimento do mercado de capitais e incentivos a IPOs e fusões elevou os valores de mercado de empresas-chave no setor, como Nvidia, Google e Tesla.
A SpaceX foi avaliada em US$ 800 bilhões após uma oferta pública de aquisição. A Tesla, impulsionada por metas batidas, aprovou um novo pacote bilionário de remuneração baseado em ações. Musk também iniciou a fusão da xAI com a rede X, preparando uma nova gigante de IA avaliada em US$ 230 bilhões.
A Alphabet ultrapassou US$ 100 bilhões em receita trimestral, impulsionada pelo modelo de IA Gemini 3, já utilizado pelo Departamento de Defesa dos EUA. Com 6% das ações, Page viu a valorização de 61% nos papéis da empresa impulsionar diretamente seu patrimônio.
Sócio de Page, Brin se beneficia da mesma escalada. A posição acionária e influência estratégica fazem dele um dos maiores ganhadores do ano.
A Nvidia se tornou a primeira empresa listada a ultrapassar US$ 5 trilhões em valor de mercado, puxada pela demanda por chips de IA. Como CEO e fundador, Huang detém 3% da companhia — o que explica sua valorização recorde.
Além de lucrar com o boom da IA, Ellison articulou a fusão entre a Paramount e a Skydance, além de adquirir participação no TikTok. O Oracle Day, em setembro, fez suas ações subirem 36% em um único dia, gerando um ganho de quase US$ 100 bilhões, o maior da história em um único pregão.
O fundador da Zara ampliou sua operação nos EUA com megastores em Las Vegas e Los Angeles. Sua estratégia de realocar dividendos para imóveis de alto padrão na Europa e América do Norte consolidou a Inditex como uma das varejistas mais resilientes do mundo.
O mexicano expandiu a produção de cobre, zinco e molibdênio, aproveitando a alta global desses metais. A diversificação impulsionou os lucros em 50% no 3º trimestre.
Vendeu ações da Nvidia para financiar a compra da Ampere Computing, empresa de chips voltada à IA. Ainda lançou o Stargate Project, mega iniciativa de data centers nos EUA, em parceria com a OpenAI e Oracle.
Slim fechou um acordo de US$ 2 bilhões com a Pemex para explorar poços de petróleo e gás. Sua companhia de telecomunicações adicionou 3 milhões de clientes e cresceu 10,5% em receita até setembro.
A Meta alcançou US$ 141 bilhões em receita até o terceiro trimestre, com crescimento de 21% e foco em IA. Zuckerberg ainda detém 13% da empresa e lidera pessoalmente os investimentos em metaverso e infraestrutura de dados.
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