Negócios

Companhia aérea Spanair decreta falência voluntária

A empresaespanhola tem dívidas que superam 300 milhões de euros

Milhares de passageiros com bilhetes comprados da empresa foram afetados no fim de semana pelo anúncio repentino do fechamento da Spanair (Divulgação)

Milhares de passageiros com bilhetes comprados da empresa foram afetados no fim de semana pelo anúncio repentino do fechamento da Spanair (Divulgação)

DR

Da Redação

Publicado em 30 de janeiro de 2012 às 10h22.

Barcelona - A companhia aérea espanhola Spanair, que tem dívidas que superam 300 milhões de euros, decretou falência voluntária para se proteger de seus credores, segundo confirmaram à Agência Efe fontes judiciais.

De acordo com as fontes, a empresa espera que a moratória seja decretada o mais breve possível.

A maior dívida, no valor de 165 milhões de euros, é com a companhia aérea sueca SAS, proprietária de 10% da companhia espanhola.

Milhares de passageiros com bilhetes comprados da empresa foram afetados no fim de semana pelo anúncio repentino do fechamento da Spanair, que suspendeu todos seus voos sem aviso prévio. A decisão prejudicou 15.386 pessoas.

A Spanair emprega, direta e indiretamente, cerca de quatro mil funcionários. A companhia de voos econômicos Ryanair solicitou que a empresa falida não receba mais ajuda pública.

Nos últimos três anos, a Spanair foi contemplada com 150 milhões de euros do Governo regional catalão e da prefeitura de Barcelona.

Após o fim abrupto de suas atividades, a prioridade da companhia é concluir o processo de moratória. Os funcionários da empresa consideram imprescindível essa medida para poderem exigir indenização e seguro desemprego.

A Associação Geral de Consumidores da Espanha criticou o fato da companhia deixar de operar de um dia para o outro sem anúncio prévio e pediu que sejam adotadas medidas para obrigar as companhias aéreas a assumir os voos contratados durante um 'prazo razoável'. 

Acompanhe tudo sobre:Setor de transporteEuropaPiigsVeículosAviaçãoTransportesEspanhaFalênciasAviões

Mais de Negócios

OPINIÃO: ChatGPT, Gemini e Claude podem 'emburrecer' no Brasil — e a culpa é dos políticos

Do lixo ao luxo: como ele construiu um negócio de R$ 100 milhões com leilões

Ele herdou a carrocinha de cachorro-quente do pai — hoje administra 309 quiosques na orla do Rio

Como a Sabesp ajudou esta construtora do Paraná a dobrar de tamanho e faturar R$ 560 milhões