Empreendedorismo e digitalização: muitos empreendimentos ainda operam em níveis básicos de maturidade digital, com dificuldades para integrar sistemas, dados e fornecedores (CLARO EMPRESAS/Divulgação)
EXAME Solutions
Publicado em 2 de fevereiro de 2026 às 14h21.
A digitalização tornou-se um componente estrutural da operação das micro, pequenas e médias empresas (PMEs) brasileiras, mas ainda avança de forma desigual. Em 2025, três em cada quatro empreendedores utilizam computador no dia a dia do negócio e 80% já adotaram alguma ferramenta de inteligência artificial, segundo dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).
Apesar disso, a maioria das empresas ainda opera em níveis básicos de maturidade digital, com dificuldades para integrar sistemas, dados e fornecedores.
Levantamentos da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) indicam que 66% das PMEs permanecem nos estágios iniciais da transformação digital. O Índice de Transformação Digital Brasil, da consultoria PwC, reforça o diagnóstico: a média nacional é de 3,6 pontos, em uma escala de 1 a 6.
Para o pequeno varejista, o produtor rural ou o prestador de serviços, a digitalização traz ganhos de eficiência, mas também impõe novos desafios de integração tecnológica. Sistemas de gestão, controle de estoque, segurança da informação, conectividade e nuvem passam a coexistir na operação diária. Sem equipes próprias de TI, a administração de múltiplos fornecedores se transforma em um risco operacional e financeiro.
Esse contexto ajuda a explicar a estratégia adotada pela Claro empresas. A empresa vem ampliando sua atuação junto às PMEs ao estruturar um portfólio completo, com 78 produtos e serviços digitais, organizados em um modelo de one stop shop, para que o empreendedor tenha tudo em um só lugar.
O portfólio foi estruturado em frentes integradas — conectividade, presença digital, produtividade, cloud e segurança — que acompanham diferentes estágios de maturidade digital dos negócios. A proposta é concentrar infraestrutura, aplicações e proteção em um único ponto de contato, reduzindo a fragmentação de fornecedores e simplificando a gestão tecnológica.
“Nossa estratégia na Claro empresas é transformar a digitalização em um processo acessível e simplificado para as PMEs, reduzindo a complexidade tecnológica que muitas vezes trava a operação desses negócios. Entendemos que, sem equipes próprias de TI, a gestão de múltiplos fornecedores e sistemas se torna um risco operacional e financeiro. Por isso, consolidamos um portfólio de 78 soluções em um modelo de one stop shop, integrando desde a conectividade 5G até ferramentas de produtividade, nuvem e segurança cibernética. Queremos oferecer a flexibilidade necessária para que o empreendedor evolua conforme sua maturidade digital, permitindo que ele se concentre no que realmente importa: o crescimento consistente da sua empresa”, comenta Roberta Godoi, CEO da Claro empresas para Pequenas e Médias Empresas.
Embora a transformação digital envolva múltiplas camadas, a conectividade segue como elemento estruturante da operação. O portfólio inclui internet móvel 5G, banda larga e soluções como Wi-Fi Mesh, voltadas à ampliação de cobertura e estabilidade em ambientes corporativos, criando condições para o uso contínuo de aplicações empresariais.
Essa infraestrutura viabiliza usos mais avançados da tecnologia. No agronegócio, por exemplo, pequenos produtores já utilizam sistemas de monitoramento de clima, solo e fertilizantes apoiados em conectividade e 5G, integrando dados operacionais à tomada de decisão no campo.
Para empresas que ainda estruturam sua presença online, a Claro empresas reúne soluções como Construtor de Site, Site Pronto, Hospedagem e Registro de Domínio, voltadas à criação de uma vitrine digital funcional e profissional, com suporte especializado.
Na rotina administrativa, o portfólio integra ferramentas amplamente utilizadas pelas PMEs, como Microsoft 365 e Google Workspace, além de soluções de gestão como o ERP Gestão de Negócios. O conjunto inclui ainda o Claro Monitor, voltado ao gerenciamento de celulares corporativos, e serviços como Mototalk e Telemedicina, que ampliam as possibilidades de comunicação e atendimento.
O aumento do volume de dados e a necessidade de acesso remoto tornaram a nuvem um componente central da digitalização. A Claro cloud foi estruturada como um portal único para consumo de serviços em provedores como AWS, Oracle, Huawei e VMware, com gestão centralizada, controle de custos e governança alinhada à legislação brasileira, incluindo a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Entre as soluções estão o Cloud Server 3.0, voltado à substituição de servidores físicos por ambientes virtuais escaláveis, e opções de armazenamento como Cloud Drive Inteligente, Cloud Drive Seguro e Amazon FSx by Claro empresas, indicadas para diferentes perfis de uso, da operação diária ao arquivamento de longo prazo.
A ampliação do uso de tecnologia também elevou a exposição das PMEs a riscos cibernéticos. De acordo com o relatório Threat Panorama Latin America 2024, o país registra aproximadamente 1.379 ataques cibernéticos por minuto. Nos últimos dois anos, cerca de 41% dessas tentativas foram bem-sucedidas, com pequenas e médias empresas entre os alvos mais vulneráveis.
Para responder a esse cenário, o portfólio reúne soluções que vão da proteção de celulares, computadores, redes e Wi-Fi ao monitoramento de ameaças, mapas de risco e prevenção de fraudes com uso de inteligência artificial. Estão incluídos serviços como Proteção Digital, Claro Monitor, Microsoft Defender e McAfee, além de redes privativas com diferentes camadas de isolamento.
Além dos pilares centrais, o portfólio reúne frentes como IoT, Campo Conectado — voltado à ampliação da cobertura 4G em áreas agrícolas —, Claro MVNO (Operadoras Móveis Virtuais) e Atendimento Fácil. A proposta é dar flexibilidade ao empreendedor para combinar soluções de acordo com o estágio de maturidade digital do negócio, com integração progressiva entre serviços e suporte centralizado.
Assim, ao concentrar conectividade, cloud, segurança e aplicações em um único ecossistema, a operadora aposta em um modelo que acompanha a evolução dos pequenos negócios, reduz riscos operacionais e permite que o empreendedor foque no que mais interessa: o crescimento consistente da empresa.
A Claro empresas é uma das patrocinadoras do Choque de Gestão, projeto da EXAME que discute os principais desafios da gestão no Brasil. Assista aos episódios aqui.