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Cenibra suspende produção de celulose em MG após desastre

Não há previsão para restabelecer as operações, suspensas desde sábado, devido à falta de informações oficiais sobre o incidente


	Cenibra: não há previsão para restabelecer as operações
 (NELIO RODRIGUES)

Cenibra: não há previsão para restabelecer as operações (NELIO RODRIGUES)

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Da Redação

Publicado em 11 de novembro de 2015 às 09h02.

São Paulo - A Cenibra suspendeu a produção de celulose nas duas linhas de sua fábrica na cidade de Belo Oriente, Minas Gerais, após lama e detritos liberados com o rompimento da barragem da mineradora Samarco em Mariana terem alcançado área próxima ao local de captação de água.

Não há previsão para restabelecer as operações, suspensas desde sábado, devido à falta de informações oficiais sobre o incidente, disse a Cenibra em comunicado nesta terça-feira.

"Alternativas para minimizar os impactos para a empresa e empregados estão em andamento", acrescentou. A fábrica da Cenibra tem capacidade de produção de 1,2 milhão de toneladas de celulose por ano.

Segundo o BTG Pactual, esse volume representa cerca de 4 por cento da capacidade mundial de produção do insumo de fibra curta.

O desastre na barragem da Samarco, uma joint venture entre a brasileira Vale e a anglo-australiana BHP Billiton, deixou ao menos três mortos e 24 desaparecidos e obrigou a cortes no fornecimento de água potável em cidades situadas a mais de 300 quilômetros de distância.

Analistas do Credit Suisse disseram que a parada da Cenibra é positiva para o preço da celulose, já que restringe a oferta, mas não é um catalisador para ações do setor na Bovespa, uma vez que deve ser provisória e de retorno rápido.

A Fibria, que capta água da região para sua fábrica em Aracruz, no Espírito Santo, disse que está usando reservatórios próprios com independência de 100 dias para abastecer a unidade, com capacidade de produzir 2,3 milhões de toneladas de celulose por ano.

A companhia informou que está monitorando a situação.

Às 12h30, a ação da Fibria ganhava quase 4 por cento na bolsa paulista, enquanto a da rival Suzano Papel e Celulose subia 2,43 por cento. O Ibovespa tinha queda de 0,82 por cento.

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