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Carlos Neves, do Bradesco, assume Ibi Promotora

Carlos Giovane Neves deixou a diretoria de parcerias da Bradesco Cartões e assumiu o comando da Ibi Promotora, que se prepara para um processo de expansão


	Logo do Bradesco
 (Paulo Whitaker/Reuters)

Logo do Bradesco (Paulo Whitaker/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 2 de outubro de 2015 às 21h37.

São Paulo - Carlos Giovane Neves deixou a diretoria de parcerias da Bradesco Cartões e assumiu o comando da Ibi Promotora, que está se preparando para um processo de expansão.

Neves, que levou consigo outros dois executivos, assume no lugar de Osvaldo Cervi, que agora chefia a Movera, focada em crédito para microempreendedores.

O negócio está sob o guarda-chuva da Elo Participações, holding criada em 2011, com 50,01 por cento por cento do Bradesco e 49,99 por cento do Banco do Brasil.

Os sócios aguardam aval do Banco Central para uma licença bancária, a partir da qual a Ibi poderá oferecer outros produtos para clientes não bancarizados. Segundo o diretor da Bradesco Cartões, Alexandre Rappaport, apesar do atual cenário econômico desfavorável, com reflexo sobre a atividade bancária, o interesse na oferta de produtos para clientes das chamadas classes C, D e E permanece.

Hoje com cerca de 150 lojas, a Ibi Promotora se limita mais a operações com cartões, crédito pessoal e consignado, produtos com os quais abriga uma carteira de 1 milhão de clientes.

"Temos planos de expansão para o negócio e estamos avaliando as oportunidades de distribuição de produtos", disse Rappaport à Reuters, citando, por exemplo, cartões pré-pagos para celulares. "A ideia é ter uma rede focada em distribuição com mais fácil acesso do que nas agências."

O executivo disse não ter previsão de quando virá o aval do BC para o banco, mas que o espera para logo. "Gostaríamos de aprovar o quanto antes", disse.

O movimento acontece num momento em que os grandes bancos de varejo têm sido mais seletivos na concessão de crédito, já que o cenário de inflação e juros altos têm erodido a renda das famílias e a recessão no país enfraquecido o perfil financeiro das empresas, especialmente as de pequeno porte.

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