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Bombardier terá 15 anos para pagar empréstimo do Canadá

O empréstimo, fechado após um ano de negociações e bem abaixo do que o originalmente requisitado, levou o Brasil a contestar a operação na OMC

Bombardier: a empresa aérea não terá de realizar pagamentos nos próximos dois anos (Fabrice Dimier/Bloomberg)

Bombardier: a empresa aérea não terá de realizar pagamentos nos próximos dois anos (Fabrice Dimier/Bloomberg)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 16 de fevereiro de 2017 às 19h35.

Ottawa - A Bombardier divulgou detalhes em entrevista coletiva sobre os termos do empréstimo do governo do Canadá à companhia, de 372,5 milhões de dólares canadenses (US$ 285 milhões).

O diretor-financeiro da companhia, John Di Bert, afirmou que o pagamento dos empréstimos será feito ao longo de cerca de 15 anos, baseando-se na receita gerada pela unidade de aeronaves e pelas entregas de aviões.

A empresa aérea não terá de realizar pagamentos nos próximos dois anos. O empréstimo é estruturado ao longo de um período de quatro anos e a companhia planeja obter entre 70 milhões e 100 milhões de dólares canadenses ao ano, segundo Di Bert.

O empréstimo, fechado após um ano de negociações e bem abaixo do que o originalmente requisitado, levou o Brasil a contestar a operação na Organização Mundial de Comércio (OMC).

O Brasil diz que o financiamento, que vem junto com outros montantes dados pelo governo do Quebec em 2016, distorce a competição no setor aeroespacial.

O País entrou com um pedido de consultas na OMC, o primeiro passo para uma queixa formal. Fonte: Dow Jones Newswires.

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