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Ballmer faz despedida emocionada de Wall Street

Presidente, que assumiu o posto deixado pelo co-fundador Bill Gates em 2000, reconheceu que sob sua liderança a empresa estava focada demais no Windows


	Steve Ballmer: "nós temos as ferramentas. Há um viés econômico de ganho. No longo prazo, estamos quase preparados de maneira quase única para aproveitar a oportunidade"
 (Reprodução de EXAME.com)

Steve Ballmer: "nós temos as ferramentas. Há um viés econômico de ganho. No longo prazo, estamos quase preparados de maneira quase única para aproveitar a oportunidade" (Reprodução de EXAME.com)

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Da Redação

Publicado em 20 de setembro de 2013 às 10h34.

São Paulo - O presidente-executivo da Microsoft, Steve Ballmer, fez um apelo apaixonado em sua despedida de Wall Street para que investidores da empresa apoiem sua visão de transformar a maior empresa de software do mundo em uma companhia unificada de dispositivos e serviços.

Ballmer, que em agosto disse que pretende deixar o cargo dentro de 12 meses, disse a investidores e analistas em uma reunião anual na quinta-feira que a Microsoft tem um futuro brilhante, apesar de erros durante o seu mandato de 13 anos.

"Nós temos as ferramentas. Há um viés econômico de ganho. No longo prazo, estamos quase preparados de maneira quase única para aproveitar a oportunidade", disse ele em uma apresentação. "Hoje falo como um investidor. Vocês todos têm ações da Microsoft, torçam por ela, pelo amor de Deus."

Ballmer, que assumiu o posto deixado pelo co-fundador Bill Gates em 2000, reconheceu que sob sua liderança a empresa estava focada demais no Windows para perceber que o iPhone, da Apple, estava revolucionando a computação.

"Se há uma coisa pela qual me arrependa, é o período do início dos anos 2000, quando estávamos tão concentrados no que tínhamos de fazer sobre o Windows que não fomos capaz de deslocar talentos para o telefone", disse o executivo.

Ballmer encerrou as apresentações que duraram quatro horas em Bellevue, Washington, em um tom otimista enquanto se prepara para fazer a transição de presidente-executivo a espectador que detém 4 por cento da empresa.

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