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Avião da Embraer em teste nos EUA cai e deixa 1 morto

Teste era etapa importante para abrir mercado militar americano para a Embraer

Avião Super tucano (Divulgação/Embraer/Divulgação)

Avião Super tucano (Divulgação/Embraer/Divulgação)

Talita Abrantes

Talita Abrantes

Publicado em 24 de junho de 2018 às 15h07.

O avião de ataque A-29 Super Tucano, da Embraer Defesa e Segurança (EDS), caiu durante um exercício conduzido pela Força Aérea dos Estados Unidos (UFAF) em um campo de testes no Novo México às 11h30 de sexta-feira, 22.

Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, um dos tripulantes da aeronave no momento da queda, o aviador da Marinha americana Christopher Casey Short, foi declarado morto. Não há ainda informações sobre as causas do acidente.

A queda acontece apenas cinco semanas depois que a Força Aérea americana deu início à segunda série de exercícios de ataque leve. Além do Super Tucano da Embraer, os testes também estão sendo feitos com o AT-6 Wolverine, da Textron Aviation.

O plano da Força Aérea americana é tomar uma decisão sobre a potencial compra de centenas de aeronaves para missões de ataque e reconhecimento, em um programa chamado OA-X. O contrato pode abranger entre 120 e 300 aviões, no longo prazo, num total de até US$ 3,5 bilhões.

A primeira fase dessa avaliação foi realizada no ano passado, permitindo que a USAF se familiarizasse com a capacidade de cada aeronave. A segunda fase teve início no mês passado com o objetivo de identificar como conectar os aviões às redes militares de inteligência e a capacidade de apoio das aeronaves em campo.

Além dos testes nos EUA, o turboélice da Embraer também já foi utilizado em missões de fogo da Força Aérea americana no Oriente Médio, no final do ano passado.

Caso vença a concorrência, o A-29 Super Tucano vai substituir uma das aeronaves históricas dos EUA, o A-10 Warthog (Javali, em português). Pesado e eficiente, o A-10 Warthog tem 40 anos de emprego em ações de ataque ao solo. Já o A-29 Super Tucano é uma aeronave menor, mais barata e que não requer desenvolvimento para fornecer suporte a forças em terra.

A operação do pequeno Super Tucano, com peso máximo de 11 toneladas e capacidade para 1.500 quilos de armas (mais um canhão de 20 mm e duas metralhadoras .50) custa entre US$ 500 e US$ 1,5 mil por hora de voo - já a do A-10 Warthog sai por pelo menos US$ 17 mil. 

Há mais que isso, porém: o avião brasileiro permanece até por sete horas voando em missão de coleta de dados de inteligência, equipado com módulos eletrônicos.

A expectativa é de que a decisão final seja tomada pela Força Aérea dos Estados Unidos até o primeiro trimestre de 2019 - uma vitória no OA-X poderia abrir o mercado militar americano para a brasileira. 

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