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Após impeachment, 61% das empresas destravam investimentos

É o que foi observado entre 160 companhias ouvidas em uma pesquisa feita pela Amcham (Câmara Americana de Comércio)


	Tecla verde para investimento: 35% das empresas ouvidas pela Amcham vão liberar aportes ainda neste ano
 (vaeenma/Thinkstock)

Tecla verde para investimento: 35% das empresas ouvidas pela Amcham vão liberar aportes ainda neste ano (vaeenma/Thinkstock)

Luísa Melo

Luísa Melo

Publicado em 23 de setembro de 2016 às 13h50.

São Paulo - Passado o processo de impeachment, a maioria das empresas do país decidiu destravar os investimentos represados por conta da incerteza política.

Pelo menos é o que foi observado entre 160 companhias ouvidas em pesquisa feita pela Amcham (Câmara Americana de Comércio).

Os diretores e presidentes dessas corporações foram entrevistados durante um evento da organização, no dia 16 de setembro, em São Paulo.

Nas empresas comandas por 61% deles, os aportes financeiros já começaram a ser liberados – em 35% eles serão aplicados ainda neste ano e, em 26%, no primeiro trimestre do ano que vem.

Outros 20% disseram que não planejam novos recursos ou linhas de negócios no curto prazo e 19% preferiram não revelar suas perspectivas.

De acordo com a pesquisa, 84% dos empresários estão confiantes de que a economia vai voltar a crescer com a concretização de medidas como o teto para gastos, a reforma da previdência, o programa de concessões e a flexibilização das leis trabalhistas.

Concessões

Para 64% dos executivos entrevistados, o sucesso do plano de concessões, uma das principais bandeiras do governo Temer, vai depender, principalmente, da velocidade com que o país conseguirá recuperar a credibilidade interna e externamente.

O ritmo da aprovação de financiamento e o licenciamento ambiental aparecem como os próximos fatores mais determinantes, com 13% cada. A realização de road show com investidores vem na sequência, com 9%.

"Custo Brasil"

Já para melhorar a produtividade e reduzir o "custo Brasil", os pesquisados acreditam que o governo deve adotar como prioridade a abertura da economia e os acordos comerciais (58%), investir em qualificação de mão de obra (16%), em inovação (15%) e no fortalecimento das agências reguladoras (10%).

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