Ápice da guerra das maquininhas já acabou, diz presidente da Cielo

Segundo Paulo Caffarelli, continuará havendo achatamento de margem, mas não na mesma velocidade. A companhia teve queda de 25% no yield de receita líquida

São Paulo - Depois da divulgação de resultados da credenciadora de cartões Cielo, analistas e investidores têm se perguntado até quando a maior companhia do segmento vai manter sua estratégia de buscar maior fatia de mercado (market share, no termo em inglês) em detrimento do aumento de margem de receita e de lucro. O questionamento faz sentido.

O preço médio sobre o volume capturado (yield de receita líquida) caiu 25% no terceiro trimestre de 2019 em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto a empresa infere que o market share tenha subido em relação ao segundo trimestre, que encerrou em 42,3%. Com isso, a companhia pode ter se aproximado do patamar observado de julho a setembro de 2018, de 42,8%. Na ponta do lápis, a Cielo abriu mão de receita para retornar ao ponto de partida.

A boa notícia é que, para Paulo Caffarelli, presidente da Cielo, o ápice da concorrência de preços já passou. "Vai continuar havendo achatamento de margem, mas não na mesma velocidade", afirma em conversa com jornalistas. "Não temos uma meta de chegar a 50%, por exemplo. Mas queremos preservar a liderança, pois com isso temos escala, o que se transforma em preço competitivo", complementa.

Isso será possível, porque, no segmento de grandes contas, as concorrentes já estão revisitando os preços cobrados dos clientes. "Isso é salutar porque tudo tem limite." Já no segmento de varejo e empreendedores, o executivo diz que a concorrência vai continuar, mas o achatamento de taxas vai acontecer numa velocidade menor. "Torcemos para que haja retomada da economia no ano que vem e isso se refletirá no nosso negócio."

No início da tarde, as ações da companhia caíam 5,3%.

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