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Angola Cables consegue US$ 100 milhões para construir o SACS

Sistema de cabos submarinos ligará Luanda, em Angola, a Fortaleza, no Brasil.


	Fibra ótica: sistema de cabos submarinos deve contribuir para desenvolvimento da internet na África
 (Comstock/Thinkstock)

Fibra ótica: sistema de cabos submarinos deve contribuir para desenvolvimento da internet na África (Comstock/Thinkstock)

Luísa Melo

Luísa Melo

Publicado em 5 de abril de 2016 às 16h05.

São Paulo - A empresa de telecomunicações Angola Cables e o Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) assinaram um contrato de financiamento de 100 milhões de dólares para construir um sistema de cabos submarinos de fibra ótica que ligará Luanda, em Angola, a Fortaleza, no Brasil. 

O South Atlantic Cables System (SACS), como é chamado, permitirá ligações diretas entre o continente africano e as Américas, o que deve contribuir para o desenvolvimento da internet na região. Ele deve ficar pronto até 2017.

O sistema, que será construído pela japonesa NEC, terá 6.000 quilômetros de extensão e capacidade de 40 Tbps (terabits por segundo).  Segundo a Angola Cables, o projeto contará com tecnologia de última geração de 100 Gbps (gigabits por segundo).

"Trata-se de um projeto inovador a nível das comunicações mundiais, pois ligará os continentes africano e sul-americano via rota alternativa e mais curta - pelo Atlântico Sul -, nas comunicações, principalmente para o acesso à África, Europa e à Ásia”, explica António Nunes, CEO da Angola Cables, em nota.

Fundada em 2009, a empresa tem como acionistas as principais operadoras angolanas. Ela atua na venda de capacidade em circuitos internacionais de voz e dados por cabos submarinos de fibra ótica.

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