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Aéreas alertam para interrupções ‘catastróficas’ com 5G nos EUA

Airlines for America pede que frequências de banda C não sejam colocadas em até duas milhas de onde aeronaves circulam

 (Reuters/Reuters)

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Bloomberg

Publicado em 18 de janeiro de 2022, 15h44.

Última atualização em 18 de janeiro de 2022, 18h18.

Uma associação comercial que representa as principais companhias aéreas dos EUA pediu ao secretário de Transportes Pete Buttigieg e aos principais reguladores de comunicação e aviação do país para impedir que operadoras de telefonia móvel implementem serviços 5G perto de aeroportos.

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A Airlines for America alertou em uma carta na segunda-feira que o público pode sofrer interrupções “catastróficas” se as novas frequências de banda C forem colocadas a duas milhas de onde aeronaves circulam. A associação disse estar disposta a trabalhar com o governo e as operadoras para encontrar uma solução mutuamente aceitável.

Operadoras incluindo AT&T e Verizon Communications chegaram a um acordo com reguladores federais no início deste mês para lançar o novo serviço em 19 de janeiro. As companhias aéreas estão preocupadas de que os sinais possam interferir nos instrumentos que medem a altitude de uma aeronave.

Em um memorando para funcionários visto pela Bloomberg, o CEO da JetBlue Airways, Robin Hayes, disse que a companhia aérea enfrenta “potenciais interferências significativas nos voos a partir de quarta-feira, que estressarão ainda mais o já frágil sistema aéreo e prejudicarão o público que viaja”.

Hayes disse que há pouca transparência nos dados por trás da decisão de implantar o 5G perto de aeroportos e que as preocupações sobre uma possível interferência nos equipamentos das aeronaves aumentaram. A medida pode atrasar a recuperação do setor de aviação da pandemia, disse ele.

A Administração Federal de Aviação (FAA) autorizou no domingo que alguns jatos operem em zonas onde novos serviços 5G estão sendo utilizados, reduzindo significativamente o impacto potencial nos horários dos voos. A decisão permite pousos com baixa visibilidade em até 48 dos 88 aeroportos dos EUA com equipamentos para tais chegadas, disse a FAA.

Dois membros do Congresso dos EUA -- Peter De Fazio, chair do Comitê de Transporte e Infraestrutura da Câmara, e Rick Larsen, chair do Subcomitê de Aviação -- juntaram-se às companhias aéreas na segunda-feira para pedir que reguladores atrasem a implementação.

“Devemos fornecer à FAA e à indústria da aviação mais tempo para avaliar minuciosamente os riscos de implantação, a fim de evitar interrupções potencialmente desastrosas em nosso sistema de espaço aéreo nacional”, escreveram os dois democratas em uma carta.

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