Acionistas liberam Eike de injetar recursos na ex-OGX

Os membros independentes do conselho de administração da OGPar decidiram liberar o empresário do cumprimento da chamada "put"

Rio - A Óleo e Gás Participações (OGPar, a antiga OGX), petroleira de Eike Batista que está em recuperação judicial, informou na terça-feira, 18, ao mercado que os membros independentes de seu conselho de administração decidiram liberar o empresário do cumprimento da chamada "put".

Pela cláusula, o empresário havia se comprometido, em outubro de 2012, a injetar até US$ 1 bilhão na companhia, por meio da emissão de novas ações da petroleira, caso a companhia tivesse necessidade de caixa.

De acordo com fato relevante encaminhado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), os conselheiros decidiram "por unanimidade e sem ressalvas, com base em pareceres elaborados por juristas independentes, encerrar a disputa acerca do exercício da Opção (put) definida no referido Instrumento de Outorga de Opção, concluindo pela sua inexigibilidade".

Com isso, fica concedida a plena quitação a Eike Batista e à Centennial Asset Mining Fund LLC, empresa pela qual ele controlava a companhia.

A administração da OGX chegou a cobrar a execução da "put" por Eike no ano passado, mas o empresário não cumpriu o acordo sob a alegação de que alterações ocorridas no plano de negócios da companhia o eximiriam da obrigação.

'Ilusão'

O descumprimento da cláusula é o item que embasa a acusação de manipulação de mercado contra o empresário. Para o Ministério Público Federal (MPF), quando se comprometeu a injetar os recursos na OGX, Eike já sabia da inviabilidade de produção dos campos de Tubarão Tigre, Tubarão Gato e Tubarão Areia, na Bacia de Campos, assim não tinha a intenção de cumprir o prometido e usou a cláusula para "iludir os investidores".

A hipótese de dispensa da injeção de capital estava prevista no plano de recuperação judicial da companhia, aprovado em junho, e gerou polêmica.

Acionistas minoritários questionavam até que pontos os pareceres contratados pela companhia e por Eike seriam de fato independentes. Os credores renunciavam, inclusive, ao direito de buscar sua execução na Justiça. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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