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Nem Ambev nem Heineken, quem tem feito sucesso no Carnaval é uma desconhecida que não está entre os grandes nomes da indústria de bebidas. Ainda não arrasta multidões como as concorrentes, mas, assim como nas mais belas jogadas do jogo de xadrez, tem encontrado os espaços para ocupar territórios no gosto dos foliões.

A mineira Xeque Mate circula entre nos carrinhos dos ambulantes do Carnaval paulistano na ‘boca miúda’. A Ambev é a patrocinadora oficial da folia de rua em São Paulo e pagou R$ 26,6 milhões pelo direito de comercializar as bebidas do seu portfólio com exclusividade.

Em meio aos gritos mais altos para anunciar as cervejas,  aparecem uns mais discretos para oferecer a bebida, uma mistura feita com mate, rum, guaraná e limão. Criada no fim de 2015 em Belo Horizonte, em Minas Gerais, a Xeque Mate começou a ser descoberta por um público maior em São Paulo no Carnaval do ano passado.

O estado responde por 30% do faturamento anual da empresa. O grosso do consumo está em Minas Gerais, com 60% das vendas. O restante vem do Rio de Janeiro, Recife, e Florianópolis, as novas apostas do negócio. 

Qual é a importância do Carnaval

O Carnaval se tornou o grande momento de visibilidade da marca e representa cerca de 10% das vendas. Em 2023, o período movimentou R$ 3 milhões, valor previsto para aumentar em mais de cinco vezes e chegar a R$ 20 milhões. No ano e nacionalmente, a projeção é de um faturamento de R$ 200 milhões, 400% de alta na comparação com 2023. 

“O Carnaval do ano passado em São Paulo foi bem legal, nós vendemos um volume bacana, mas nada próximo do que estamos fazendo neste ano. Estamos atingindo um volume bem expressivo”, afirma Gabriel Rochael, sócio-fundador da Xeque Mate. 

De acordo com Rochael, os números poderiam ser ainda melhores, não fosse a limitação na capacidade produtiva. “Poderia ser, pelo menos, o dobro”, diz. Para este ano, a Xeque Mate está colocando no mercado mais de 5 milhões de latas — em 2022, foram 600 mil.  

Como a empresa foi criada

Nada mal para um negócio que começou por acaso. Rochael criou a bebida a pedido de um amigo que o tinha contratado para trabalhar como bartender em uma festa. 

Estudante de engenharia na época e habitué da cena musical de Belo Horizonte, o jovem então com 24 anos tinha na profissão uma atividade para combinar entretenimento e fazer uma renda adicional. 

O drinque fez tanto sucesso que logo ele chamou o amigo Alex Freire, com quem compartilhava o sonho de empreender, para transformar a bebida em negócio. O dinheiro para a criação da empresa veio da venda de um Puma conversível de Freire. 

Os R$ 15 mil foram usados para a compra de garrafas de Montilla, o rum usado no período inicial da marca, e de uma Kombi velha, veículo pensado para auxiliar na logística de entrega. “Nunca fez uma entrega. Está lá parada e nunca arrumamos”.

Antes do sucesso das latas, a Xeque Mate tinha nas vendas para bares e eventos a principal receita, oferecendo a bebida em barris e chopeiras. Quando chegou a pandemia, 90% das vendas evaporaram. 

Em busca de sobrevivência, os sócios correram para ampliar a distribuição e entrar nas redes supermercadistas, hoje o principal canal para as vendas.   

Qual é o futuro do negócio

A transformação acompanha o aumento da capacidade para envase da produção, uma dificuldade que a empresa enfrenta desde o começo da operação. 

“Nós sempre tivemos um limitador muito grande que foi o caixa e desde o fim da pandemia nós não conseguimos atender a demanda, que sempre cresceu muito rápido”, afirma Rochael.

Com os números em alta, a Xeque Mate tem investido para reforçar a operação e terminar o ano com capacidade de envase em torno de 1 milhão de litros por mês. Atualmente, a fábrica processa apenas 30% dos cerca de 1,5 milhão de litros produzidos a cada 30 dias. O restante é feito por terceiros.  

“Nós entendemos que o nosso foco de investimento agora é entregar produtos porque a demanda está absurda”, afirma.

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