Negócios

OSX confirma pedido de recuperação judicial hoje

Companhia de construção naval fundada por Eike Batista tem dívidas estimadas em mais de 5 bilhões de reais

OSX: obras do estaleiro no Porto de Açu, principal empreendimento da companhia (Divulgação)

OSX: obras do estaleiro no Porto de Açu, principal empreendimento da companhia (Divulgação)

DR

Da Redação

Publicado em 11 de novembro de 2013 às 08h59.

São Paulo - A OSX deve pedir recuperação judicial nesta segunda-feira. A informação foi confirmada pela companhia por meio de comunicado oficial. Fundada por Eike Batista, a empresa de construção naval tem dívidas estimadas em mais de 5 bilhões de reais.

Com a recuperação judicial, a OSX opta por um caminho alternativo ao da falência. Em vez de fechar a empresa e pagar as dívidas com a venda dos bens, a ferramenta jurídica permite que a companhia adote um plano de reestruturação de longo prazo. Agora, a empresa tem 60 dias para apresentar a proposta de plano - que depende da aprovação dos acionistas.

Credores

A Caixa e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) e Social são alguns dos credores da OSX. Com o primeiro banco, a companhia conseguiu renovar um empréstimo no valor de 400 milhões de reais que havia vencido em 19 de outubro.

O dinheiro era destinado às obras do Porto de Açu, principal empreendimento da empresa. Antes disso, no dia 15, outro empréstimo de 518 milhões de reais já havia tido seu prazo de vencimento prorrogado pelo BNDES.

Além dos bancos públicos, a OSX tem dívidas com diversos fornecedores relativas a construção de plataformas. A empresa é a segunda do grupo EBX a pedir recuperação judicial - a exemplo do que aconteceu com a OGX em 30 de outubro.

Acompanhe tudo sobre:EmpresasPersonalidadesPetróleoGás e combustíveisEmpresáriosRecuperações judiciaisEike BatistaOSXMMX

Mais de Negócios

Após quebrar com o dólar em 2001, empresário criou operação logística que movimenta R$ 200 milhões

Arapuã: como a maior varejista de eletro do Brasil nos anos 1990 quebrou duas vezes

Pequenos negócios de Porto Alegre temem novo El Niño: 'sem fôlego para outra enchente'

Ele passou 30 anos pedindo dinheiro para construir — agora vai financiar R$ 1 bilhão em obras