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Venezuela diz estar preocupada com diálogo entre Colômbia e Otan

A Venezuela sustenta ainda que caminho para uma eventual cooperação "viola" acordos bilaterais e regionais

Otan: o governo de Nicolás Maduro disse esperar que Santos "atenda ao apelo histórico de paz" (Getty Images/Getty Images)

Otan: o governo de Nicolás Maduro disse esperar que Santos "atenda ao apelo histórico de paz" (Getty Images/Getty Images)

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EFE

Publicado em 26 de dezembro de 2016 às 13h40.

Caracas - O governo venezuelano expressou nesta segunda-feira preocupação e rejeição pelo início das conversas entre o governo da Colômbia e a Organização do Tratado do Atlântico do Norte (Otan) para iniciar um programa de cooperação militar para troca de informação.

Através de um comunicado, o Ministério das Relações Exteriores da Venezuela afirmou que o anúncio feito na sexta-feira passada pelo presidente colombiano, Juan Manuel Santos, "quebra" a "palavra" que, segundo o governo venezuelano, a Colômbia deu em 2010 ao se comprometer a não fazer aliança militar com a Otan.

"O governo venezuelano se opõe firmemente à tentativa de introduzir fatores externos com capacidade nuclear em nossa região, cujas atuações passadas e recentes reivindicam a política da guerra", afirmou o órgão no texto, que pede à Colômbia para "não gerar elementos de desestabilização e guerra na América do Sul".

A Venezuela sustenta ainda que este caminho para uma eventual cooperação "viola" acordos bilaterais e regionais feitos pela Colômbia e "desvirtua" os Princípios de Bandung, que originaram o Movimento de Países Não-Alinhados (Mnoal) e que proíbe seus Estados-membros de fazer parte de alianças militares.

"A República Bolivariana da Venezuela fará valer todas as instâncias diplomáticas e políticas ao seu alcance, para impedir que organizações bélicas com pernicioso expediente de guerra e violência no mundo perturbem a paz da nossa região", destacou a nota oficial.

Por último, o governo de Nicolás Maduro disse esperar que Santos "atenda ao apelo histórico de paz".

Durante sua mensagem de Natal às tropas da Base Militar de Tolemaida, o líder colombiano comemorou a aprovação para o início de conversas da Otan, algo que ponderou como "um reconhecimento às Forças Militares e à Polícia do país".

Este tratado, segundo explicou no Twitter o comandante das Forças Militares da Colômbia, general Juan Pablo Rodríguez, será para a troca de informação e para o aumento da luta contra crime transnacional, terrorismo e narcotráfico.

Em outubro, Rodríguez participou da Conferência de Aliados Militares Estratégicos da Otan, que aconteceu em Bucareste (Romênia). Esta foi a primeira vez que a Colômbia esteve presente no evento.

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