Turquia adverte Síria sobre possibilidade de guerra

"Esta nação presenciou guerras intercontinentais e lutou para chegar onde estamos hoje", afirmou Erdogan

Istambul - O primeiro-ministro da Turquia , Recep Tayyip Erdogan, lançou uma clara advertência ao regime sírio, nesta sexta-feira, ao manifestar que embora não deseje entrar em guerra, o recente incidente coloca os dois países à beira de um confronto armado.

"Não temos absolutamente nenhum interesse em entrar em guerra. Mas também não estamos longe de um conflito. Esta nação presenciou guerras intercontinentais e lutou para chegar onde estamos hoje", afirmou Erdogan, em declarações recolhidas pela emissora "NTV", em reação à morte de cinco pessoas na Turquia após o lançamento de um míssil sírio.

"Nosso lema é "paz em casa, paz no mundo", mas há outro provérbio muito bom. "Se quer paz, prepare-se para guerra" e, neste caso, a guerra é a chave para a paz", afirmou o primeiro-ministro turco.


Erdogan criticou, além disso, a oposição de seu país por "falar de paz" quando morreram cidadãos turcos, em referência aos membros de uma mesma família do povoado fronteiriço de Akçakale, que foram atingidos por um míssil disparado desde a Síria, na quarta-feira.

O primeiro-ministro agradeceu ao partido nacionalista MHP pelo apoio na moção aprovada na quinta-feira pelo Parlamento, que permite ao governo decidir, durante o prazo de um ano, se irá intervir militarmente no país vizinho, e criticou duramente os dois partidos que votaram contra.

Erdogan assinalou que outorga "a luta do povo sírio para proteger sua honra" e que a responsabilidade ética "está situada ao lado do povo frente à tirania do presidente Bashar Al-Assad".

Porém, o incidente de Akçakale não representa uma mudança substancial nesta luta, de acordo com a opinião do Conselho Nacional Sírio (CNS), organização que diz representar a oposição síria não armada.

Abdulbaset Seida, presidente do CNS, insistiu nesta sexta, em entrevista coletiva realizada em Istambul, que esta luta do povo sírio deve ser vista no contexto das revoluções árabes e não unicamente como um conflito armado.

Seida acusou o regime sírio de querer internacionalizar o enfrentamento mediante numerosas provocações à Turquia, incluindo o incidente de quarta-feira.

"O regime sírio procura estender o conflito a toda região para que pareça que a oposição é fruto de tensões étnicas e religiosas da zona, quando na realidade o conflito surgiu pelas más condições de vida, a carestia e falta de recursos, mas o regime o transformou em um enfrentamento unicamente militar", denunciou Seida. 

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