Mundo

Turquia ameaça Síria caso Assad apoie curdos no país

Em uma conversa com o presidente russo Vladimir Putin, presidente turco advertiu que "se o regime sírio escolher esse caminho, haverá consequências"

Turquia: presidente assegurou a Putin que a operação lançada em 20 de janeiro contra o cantão curdo de Afrin na Síria continua segundo o planejado (Uriel Sinai/Getty Images)

Turquia: presidente assegurou a Putin que a operação lançada em 20 de janeiro contra o cantão curdo de Afrin na Síria continua segundo o planejado (Uriel Sinai/Getty Images)

E

EFE

Publicado em 19 de fevereiro de 2018 às 14h48.

Istambul - O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, ameaçou nesta segunda-feira com "consequências" se o regime de Bashar al-Assad apoiar as milícias curdas no noroeste da Síria, contra as quais o exército turco lançou uma ofensiva no final de janeiro.

Em uma conversa telefônica com o presidente russo Vladimir Putin, Erdogan advertiu que "se o regime sírio escolher esse caminho, haverá consequências", informou a emissora turca "NTV", citando fontes da presidência turca.

Erdogan se referiu assim ao anúncio de que o governo sírio chegou a um acordo para apoiar as Unidades de Proteção Popular (YPG, na sigla em curdo), as milícias curdas que o exército turco enfrenta há um mês.

O governante turco assegurou a Putin que a operação lançada em 20 de janeiro contra o cantão curdo de Afrin na Síria continua segundo o planejado.

Ancara pretende tomar o controle deste território de cerca de 2 mil quilômetros quadrados, que está desde o início da guerra civil síria sob controle das YPG, porque considera estas milícias curdo-sírias um ramo do proscrito Partido de Trabalhadores do Curdistão (PKK), a guerrilha curda ativa na Turquia.

Horas antes, o ministro de Relações Exteriores turco, Mevlüt Çavusoglu, tinha declarado durante uma visita à Jordânia que a Turquia aceitaria a presença de tropas sírias em Afrin, sempre que viessem para expulsar as milícias curdas.

Mas caso contrário, "nada poderia deter o Exército turco", advertiu o diplomata.

Putin e Erdogan também falaram sobre a expansão da presença militar na província de Idlib, ao sul de Afrin, aponta a agência semipública turca "Anadolu".

Desde outubro, há tropas turcas que contam com a autorização da Rússia e do Irã nesta zona, até agora controlada por milícias islamitas alçadas em armas contra Al Assad.

A Turquia deve estabelecer um novo ponto de controle cerca de 70 quilômetros da sua fronteira e a apenas 10 quilômetros da linha de frente com as forças do regime sírio, informou a "Anadolu".

Acompanhe tudo sobre:SíriaTurquiaRússiaBashar al-AssadVladimir Putin

Mais de Mundo

México nega interferência política nos EUA após acusações de Trump

EUA suspende agentes do ICE após morte em Minneapolis

União Europeia avança em debate para banir redes sociais para adolescentes

Documento explica planos militares de Trump para China e América Latina