Redação Exame
Publicado em 7 de janeiro de 2026 às 12h13.
O governo dos Estados Unidos, sob a presidência de Donald Trump, apresentou à presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, uma série de exigências que condicionam a extração e a comercialização do petróleo do país.
Entre elas, está o rompimento das relações de Caracas com China, Rússia, Irã e Cuba, segundo funcionários ouvidos pela emissora americana ABC.
De acordo com as fontes, a estratégia americana busca eliminar a influência desses países no setor petrolífero venezuelano e posicionar os Estados Unidos como principal, e potencialmente único, parceiro comercial, com foco no petróleo bruto pesado e no atendimento aos interesses americanos.
A avaliação do governo Trump é que a Venezuela se encontra em uma posição frágil para negociação. Em uma sessão informativa privada com parlamentares, o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que os EUA acreditam ter capacidade de pressão porque os petroleiros venezuelanos estariam carregados. A leitura é que o país teria poucas semanas antes de enfrentar uma situação de insolvência financeira caso não consiga vender suas reservas.
O plano foi confirmado publicamente pelo senador Roger Wicker, em entrevista à ABC News. Segundo ele, a iniciativa está centrada no controle do petróleo venezuelano e não prevê o envio de tropas americanas ao país.
A atuação dos Estados Unidos também gerou reação no plano diplomático regional. Em uma sessão extraordinária da Organização dos Estados Americanos (OEA), realizada na terça-feira, 6, países como Brasil, Colômbia, Chile e México condenaram a iniciativa americana e alertaram que esse tipo de ingerência representa um risco à soberania da região.
*Com informações da EFE