Mundo

Troika termina visita à Grécia e exige medidas de austeridade

Os inspetores retornarão ao país entre os dias 15 e 20 de janeiro, quando será discutido o envio de um novo empréstimo

Agora, o governo de Lucas Papademus apresentará seus planos para economizar dois bilhões de euros em 2012, e cortar 150 mil empregos públicos até 2015 (Louisa Gouliamaki/AFP)

Agora, o governo de Lucas Papademus apresentará seus planos para economizar dois bilhões de euros em 2012, e cortar 150 mil empregos públicos até 2015 (Louisa Gouliamaki/AFP)

DR

Da Redação

Publicado em 16 de dezembro de 2011 às 10h58.

Atenas - Os inspetores da troika formada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Central Europeu e a Comissão Europeia concluem nesta sexta-feira uma visita de 10 dias à Grécia, na qual pediram que o governo do país realize as medidas de austeridade para diminuir sua dívida pública.

'As verdadeiras negociações, no entanto, começarão em janeiro', disse à Agência Efe uma fonte do Ministério das Finanças. Nesse momento, o governo do primeiro-ministro Lucas Papademus apresentará seus planos para economizar dois bilhões de euros em 2012, e cortar 150 mil empregos públicos até 2015.

Nesta quarta-feira, o diretor para a Europa do FMI, Poul Thomsen, pediu que o governo grego deixe de olhar como um tabu para a demissão de funcionários estatais e a atuar de forma mais agressiva para fechar empresas públicas.

A troika retornará para a Grécia entre os dias 15 e 20 de janeiro, quando será discutido o envio de um novo empréstimo ao país, no valor de 130 bilhões de euros, conforme estipulado em outubro desse ano.

As negociações, no entanto, estão atrasadas. O ministro das Finanças, Vangelis Venizelos, pretendia receber 89 bilhões de euros desse resgate entre janeiro e fevereiro de 2012.

Um dos fatores que emperram as conversas é o desacordo sobre o perdão de 50% da dívida grega por parte de bancos e fundos de investimento.

Essa medida é fundamental para que o endividamento grego seja reduzido até 120% do PIB até 2020, assim como para conseguir um superávit primário no ano que vem.

As negociações entre o governo e o Instituto Internacional de Finanças (IIF), que representa os credores, foram interrompidas nesta terça-feira em Atenas e recomeçam hoje em Paris

Acompanhe tudo sobre:EuropaPiigsCrises em empresasGréciaCrise gregaDívida pública

Mais de Mundo

Trump reitera que EUA não permitirão que China assuma controle do Canal do Panamá

Trump diz que Cuba está se aproximando da órbita dos Estados Unidos

EUA afirmam que retorno de María Corina à Venezuela pode 'atrapalhar' ajuda às vítimas de terremoto

França anuncia fim da exigência de visto para brasileiros entrarem na Guiana Francesa