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Transporte europeu está caótico após atentados em Bruxelas

De Londres a Roma, quase todos os governos intensificaram sua vigilância antiterrorista e reforçaram a proteção de certos locais, como estações e aeroportos


	Ataques: o fechamento do aeroporto de Bruxelas provocou a anulação ou o desvio de mais de 1.000 voos
 (Yves Herman / Reuters)

Ataques: o fechamento do aeroporto de Bruxelas provocou a anulação ou o desvio de mais de 1.000 voos (Yves Herman / Reuters)

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Da Redação

Publicado em 22 de março de 2016 às 11h51.

Metrô, ônibus, bondes e estações de trem estavam paralisados nesta terça-feira em Bruxelas após os atentados que perturbaram o transporte aéreo e ferroviário na Europa e obrigaram a reforçar a segurança em muitas cidades.

De Londres a Roma, quase todos os governos intensificaram sua vigilância antiterrorista e reforçaram a proteção de certos locais, como estações, aeroportos ou centrais nucleares.

Em Bruxelas, "toda a nossa rede está atualmente fechada", indicou o operador de transporte público, STIB, no Twitter. O aeroporto internacional Zaventem, onde ocorreram as primeiras explosões às 07h00 locais (04h00 de Brasília), permanecerá fechado até as 06h00 (02h00 de Brasília) de quarta-feira. As grandes estações da cidade também permanecerão fechadas até nova ordem.

Este atentado na Bélgica teve repercussões em toda a Europa.

O fechamento do aeroporto de Bruxelas provocou a anulação ou o desvio de mais de 1.000 voos, segundo cálculos da AFP.

Os aviões em direção a Bruxelas no momento das explosões foram desviados a Charleroi, a Maastricht e a Amsterdã, na Holanda.

Cinco voos internacionais foram desviados a aeroportos franceses, informou a Direção Geral da Aviação Civil francesa (DGAC).

Em virtude das anulações, a companhia EasyJet, que tinha 14 voos com destino ou procedência de Bruxelas nesta terça-feira, aconselhou seus clientes a verificarem o estado dos voos.

A Lufthansa, que como a Ryanair e a British Airways anulou seus voos a Bruxelas, colocou a disposição dos passageiros um número de urgência.

Em relação ao tráfego ferroviário, a circulação dos trens bala Thalys (conexão de Paris a Bruxelas, Amsterdã e Colônia) foi interrompido em todo o território belga. Os trens que já estavam circulando nos países vizinhos deram meia volta, informou o grupo à AFP.

Os Eurostar que unem Bruxelas e Londres também foram suspensos nos dois sentidos. Os que estavam em circulação pararam em Lille.

O centro de crise do governo belga pediu que os moradores de Bruxelas "permaneçam onde estão".

Controles nas fronteiras

Assim como França e Alemanha, a Holanda também reforçou seus controles nas fronteiras com a Bélgica.

Em Londres, Paris, Frankfurt, Copenhague e Praga foi intensificada a segurança nos aeroportos, estações e metrôs.

Em Barcelona, a polícia regional catalã mobilizou patrulhas com agentes antidistúrbios e unidades caninas.

Na França, o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, planeja mobilizar 1.600 policiais e gendarmes adicionais.

Para aumentar a segurança nos transportes públicos, as autoridades realizarão "medidas de controle e palpação sistemáticas".

As estações parisienses seguem abertas, mas muitos policiais controlavam a estação Gare du Nord, de onde saem normalmente os trens para Bruxelas, constatou um jornalista da AFP.

Em relação às linhas de ônibus, a filial da companhia francesa SNCF Ouibus afirmou que as conexões entre França e Bélgica seguiam ativas.

"É preciso prever grandes atrasos no conjunto das linhas internacionais", advertiu a Ouibus.

Na Holanda, o primeiro-ministro, Mark Rutte, "desaconselhou ir a Bruxelas" e afirmou que será realizado "um reforço das patrulhas nos aeroportos e em certas estações, sobretudo onde circulam trens internacionais".

Vários chefes de governo convocaram, por sua vez, reuniões de urgência, como a primeira-ministra polonesa, Beata Szydlo, ou o primeiro-ministro britânico, David Cameron. Após estas reuniões, será possível estabelecer medidas adicionais.

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