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Snowden deixa aeroporto de Moscou, entra no território russo

De acordo com o Wikileaks, Snowden obteve status de refugiado na Rússia

Televisores em exposição mostram o ex-espião da CIA, Edward Snowden durante boletim de notícias em loja de eletrônicos em Moscou, na Rússia (REUTERS/Tatyana Makeyeva)

Televisores em exposição mostram o ex-espião da CIA, Edward Snowden durante boletim de notícias em loja de eletrônicos em Moscou, na Rússia (REUTERS/Tatyana Makeyeva)

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Da Redação

Publicado em 1 de agosto de 2013 às 13h26.

Moscou - O ex-prestador de serviço de uma agência de espionagem dos EUA Edward Snowden deixou o aeroporto de Moscou nesta quinta-feira, dando fim a mais de um mês em que permaneceu no limbo vivendo na área de trânsito do terminal.

Um advogado que presta assistência a Snowden, que é procurado pelos EUA por ter revelado detalhes sobre programas de inteligência secretos do governo norte-americano, disse que ele deixou o aeroporto em direção a um local seguro, que permaneceria secreto.

"Edward Snowden foi bem-sucedido em obter status de refugiado na Rússia", confirmou a organização Wikileaks, que também ajuda Snowden, em sua conta no Twitter.

O advogado de Snowden, Anatoly Kucherena, disse à uma emissora estatal: "Acabei de vê-lo sair. Ele foi para um local seguro... Segurança é uma questão muito importante para ele." Snowden, de 30 anos, chegou ao aeroporto de Moscou a partir de Hong Kong em 23 de junho. Ele esperava conseguir embarcar para a América Latina, onde três países lhe ofereceram asilo, mas temia que os EUA o impedisse de chegar ao destino.

O caso Snowden tem causado tensão nas relações entre a Rússia e os EUA, que busca a extradição dele para ser julgado por espionagem.

Uma autoridade do Kremlin disse após Snowden sair do aeroporto que os laços entre a Rússia e os Estados Unidos não serão afetados pelo caso "insignificante".

"Nosso presidente (Vladimir Putin)... expressou esperança muitas vezes que isso não afetará o caráter de nossas relações", disse Yuri Ushakov a repórteres, acrescentando que não há sinal de que o presidente dos EUA, Barack Obama, cancelará uma visita programada a Moscou em setembro.

Editado às 9h54

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