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Senadores dos EUA apresentam novo plano sobre imigração

A proposta não contém fundos imediatos para a construção do muro fronteiriço com o México, uma das principais demandas do presidente Trump

Washington - Dois senadores dos Estados Unidos, o republicano John McCain e o democrata Christopher Coons, apresentarão nesta segunda-feira uma nova proposta migratória para chegar a um acordo orçamentário antes de se esgotarem os fundos atuais do Governo Federal na próxima sexta-feira, informaram seus escritórios.

A lei bipartidária proporciona aos beneficiários do programa de Ação Diferida para os Chegados na Infância (DACA), conhecidos como "sonhadores", uma oportunidade para obter a cidadania americana enquanto se estuda quais medidas de segurança fronteiriça são necessárias.

O programa DACA, impulsionado pelo governo de Barack Obama (2009-2017), tinha como objetivo proteger da deportação certos imigrantes levados ilegalmente aos EUA quando eram crianças, mas expirará no próximo 5 de março por ordem do atual presidente, Donald Trump.

"É hora de acabarmos com o impasse, de modo que possamos avançar rapidamente para completar um acordo orçamentário de longo prazo que proporcione aos nossos homens e mulheres militares o apoio que merecem", disse McCain em um comunicado.

"A realidade política atual exige a cooperação bipartidária para abordar a iminente expiração do programa DACA e garantir a segurança da fronteira sul", continuou o senador republicano.

No entanto, a proposta não contém fundos imediatos para a construção do muro fronteiriço com o México, uma das principais demandas do presidente Trump, que já manifestou ser contra o plano.

"Qualquer acordo sobre o DACA que não inclua uma segurança fronteiriça FORTE e o MURO desesperadamente necessário é uma perda total de tempo. Dia 5 de março se aproxima rapidamente e os democratas não parecem se preocupar com o DACA. Façam um acordo!", escreveu hoje Trump em sua conta do Twitter.

O plano de McCain e Coons proporcionaria um caminho para a cidadania americana ou um status legal para mais pessoas que o plano proposto pela Casa Branca há duas semanas, que permitiria a cerca de 1,8 milhão de jovens imigrantes se tornarem cidadãos dos EUA.

O governo americano fechou durante três dias em janeiro depois que os senadores republicanos e democratas não conseguiram chegar a um acordo sobre um projeto de lei de despesa pública, diante das demandas de solucionar a situação dos "sonhadores" antes de 5 de março.

Os democratas conseguiram estender o financiamento até 8 de fevereiro e reabrir o governo em troca de o líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, se comprometer a abordar o assunto migratório com urgência.

No entanto, os democratas, os republicanos e a Casa Branca parecem estar longe de alcançar um ponto em comum.

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