Santos diz que reconciliação na Colômbia "começa agora"

Segundo ele, derrota no referendo de 2 de outubro foi "impensável", mas renegociação resultou em um acordo "muito melhor"

Madri - O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, disse nesta quarta-feira que a reconciliação em seu país começa "agora", mas alertou que fazer a paz "é mais difícil" do que fazer a guerra.

Santos recebeu em Madri o Prêmio Nova Economia Fórum das mãos do presidente do Governo espanhol, Mariano Rajoy, que garantiu o apoio de seu país à nova etapa que se inicia na Colômbia.

Em seu discurso de agradecimento, Santos disse que o prêmio é um reconhecimento ao povo colombiano e a seus esforços pela paz.

O líder lembrou todo o processo de negociação com as Farc, tanto os contatos secretos quanto os públicos, e ressaltou que se trata um processo complexo.

O presidente colombiano afirmou que a derrota no referendo de 2 de outubro foi "impensável", mas que a renegociação resultou em um acordo "muito melhor".

Santos, que como ministro da Defesa no governo de Álvaro Uribe combateu a guerrilha, afirmou que "o empecilho do conflito" acaba a partir de agora para dar início ao processo de construção da paz.

Perante um auditório de políticos, diplomatas e empresários no teatro Real de Madri, Santos enumerou os benefícios que a paz pode trazer para a Colômbia, como o aumento de investimentos, a redução da pobreza e melhoras na educação e serviços básicos.

Santos também ressaltou que as autoridades poderão lutar de maneira mais eficaz contra o narcotráfico, não só por se tratar de um problema para a saúde, mas também para melhorar o respeito ao meio ambiente no país.

O presidente colombiano se mostrou satisfeito com o sinal verde da Corte Constitucional à reforma para aplicar o acordo de paz do modo mais fácil e rápido.

Por sua vez, Mariano Rajoy ressaltou que tanto o prêmio dado hoje, como o Nobel da Paz que Santos recebeu na semana passada em Oslo, é um reconhecimento a todos os colombianos.

O Prêmio Nova Economia Fórum é uma instituição de debate que periodicamente reúne representantes do mundo empresarial, político, jornalístico e social.

Em edições anteriores, foram premiados o secretário-geral das Nações Unidas, o sul-coreano Ban Ki-moon; o secretário-geral da OCDE, o mexicano Ángel Gurría, além do ex-presidente Lula.

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