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Rússia diz que só acaba com guerra se Kiev abandonar territórios disputados

Ucrânia controla parte das regiões que a Rússia reivindica como anexadas

Rússia: Putin condiciona cessar-fogo à retirada ucraniana de territórios anexados. (ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP)

Rússia: Putin condiciona cessar-fogo à retirada ucraniana de territórios anexados. (ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP)

Publicado em 27 de novembro de 2025 às 11h33.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta quinta-feira, 27, que Moscou interromperá os combates na Ucrânia se Kiev retirar suas forças dos territórios que o Kremlin reivindica como anexados. A declaração foi feita durante visita oficial ao Quirguistão.

Segundo Putin, a condição é absoluta. “Se as forças ucranianas se retirarem dos territórios que controlam, então cessaremos as operações de combate”, disse o presidente russo ao responder a perguntas sobre o avanço das negociações internacionais.

Na última terça-feira, 25, Donald Trump afirmou que seu enviado especial Steve Witkoff viajará na próxima semana a Moscou para se reunir com Putin, em busca de avanços nas negociações para encerrar a guerra na Ucrânia.

Trump disse que Jared Kushner poderá acompanhar a missão, mas não divulgou a data do encontro.

Em conversa com jornalistas a bordo do Air Force One, Trump afirmou que não pretende receber novamente o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na Casa Branca enquanto não houver um acordo consolidado. “Só restam alguns pontos de desacordo”, disse o presidente americano sobre as tratativas.

Trump alegou que sua equipe obteve “progressos significativos” no plano de paz originalmente elaborado pelos Estados Unidos, composto por 28 pontos e ajustado após contribuições de Moscou e Kiev.

Plano reduzido para 19 pontos após Genebra

O plano apresentado pelos EUA obrigaria a Ucrânia a reduzir seu exército e ceder territórios à Rússia, inclusive áreas ainda não tomadas militarmente. Trump havia dado prazo até esta quinta-feira, Dia de Ação de Graças, para que Zelensky aceitasse a proposta inicial negociada entre Washington e Moscou.

Após as negociações realizadas no fim de semana em Genebra entre delegações dos Estados Unidos e da Ucrânia, surgiu uma nova versão do documento. A proposta agora tem 19 pontos e foi considerada mais favorável a Kiev e aos aliados europeus. Moscou, porém, acusou ucranianos e europeus de tentar “minar” o processo de paz.

Trump escreveu em sua rede Truth Social que espera se reunir com Zelensky e Putin “em breve”, mas “somente quando o acordo for definitivo ou estiver em sua fase final”.

Encontros paralelos e alinhamento com Kiev

Para complementar a missão em Moscou, Trump também ordenou que o secretário do Exército dos EUA, Dan Driscoll, se reúna com representantes ucranianos. O objetivo, segundo o governo americano, é concluir o plano de paz ainda durante o período de negociações atuais.

O presidente afirmou que a iniciativa original foi “aperfeiçoada” e que as discussões entre as partes caminham para uma versão final. Moscou, no entanto, insiste na manutenção de elementos da proposta inicial, criticada por Kiev e governos europeus por favorecer exigências russas.

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