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Rússia defende Assad e diz que prazo estabelecido é viável

Para a Rússia, 30 de junho, data limite para a destruição do arsenal de agentes tóxicos do presidente Bashar al-Assad, continua viável apesar dos atrasos


	Conferência internacional de paz sobre a Síria: governo sírio está agindo "de boa fé" para eliminar suas armas químicas nos termos acordados entre Rússia e Estados Unidos, teria dito o diplomata Mikhail Ulyanov
 (Jamal Saidi/Reuters)

Conferência internacional de paz sobre a Síria: governo sírio está agindo "de boa fé" para eliminar suas armas químicas nos termos acordados entre Rússia e Estados Unidos, teria dito o diplomata Mikhail Ulyanov (Jamal Saidi/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 31 de janeiro de 2014 às 13h55.

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Moscou - A Rússia rejeitou as acusações norte-americanas de que a Síria está demorando propositalmente para entregar suas armas químicas e disse que 30 de junho, data limite para a destruição do arsenal de agentes tóxicos do presidente Bashar al-Assad, continua viável apesar dos atrasos.

O governo sírio está agindo "de boa fé" para eliminar suas armas químicas nos termos acordados entre Rússia e Estados Unidos, teria dito o diplomata Mikhail Ulyanov, uma autoridade do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, segundo a agência de notícias Interfax.

O sinal de apoio para Assad veio quando os Estados Unidos culparam seu governo por atrasos no envio de substâncias tóxicas para fora da Síria para serem destruídas segundo o acordo de setembro, que ajudou Assad a evitar potenciais ataques aéreos norte-americanos.

A operação internacional para dispor do estoque está entre seis e oito semanas atrasada, e o prazo da semana que vem para retirar todos os agentes tóxicos da Síria não será cumprido, disseram fontes familiarizadas com o assunto à Reuters.

Ulyanov, chefe do departamento de segurança e desarmamento do Ministério das Relações Exteriores, culpou problemas de segurança na estrada para o porto de Latakia e apoio técnico insuficiente do exterior pelos atrasos, relatou a Interfax.

"Vemos que os sírios estão se aproximando do cumprimento de suas obrigações seriamente e de boa fé", teria dito Ulyanov. "Não vemos necessidade de exortá-los ou forçá-los a um cronograma muito rígido".

"Nossos parceiros norte-americanos, como de praxe, estão apostando na pressão, mesmo nos casos em que não há nenhuma necessidade disso." Na quarta-feira, o secretário de Defesa dos EUA, Chuck Hagel, pediu ao ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, para que "faça o que puder para induzir o governo sírio a obedecer".

Ulyanov disse que o cronograma para a destruição das armas químicas sírias, segundo o qual todos os agentes tóxicos a serem destruídos no exterior devem ser removidos do país na semana que vem, é falho e não levou em conta a situação no país, mergulhado em uma guerra civil há quase três anos.

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