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Relação dos EUA com Arábia Saudita é estratégica, diz Kerry

"Não há diferença em nossa concordância a respeito do objetivo na Síria", disse Kerry aos jornalistas em Riad


	John Kerry: secretário de Estado americano disse que Washington não vai "ficar de braços cruzados" enquanto Damasco continua a atacar seu próprio povo
 (AFP)

John Kerry: secretário de Estado americano disse que Washington não vai "ficar de braços cruzados" enquanto Damasco continua a atacar seu próprio povo (AFP)

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Da Redação

Publicado em 4 de novembro de 2013 às 15h19.

Riad - O secretário de Estado norte-americano John Kerry disse nesta segunda-feira que as ligações entre seu país e a Arábia Saudita são "estratégicas e duradouras" durante visita ao reino com o objetivo de aliviar as tensões a respeito das políticas dos Estados Unidos para a Síria e o Irã.

"O relacionamento entre Estados Unidos e Arábia Saudita compreende muitas coisas... Nosso relacionamento é estratégico, duradouro e abrange uma série de questões bilaterais e regionais", disse ele aos jornalistas.

Kerry afirmou que os Estados Unidos concordam com a Arábia Saudita no que diz respeito à Síria e que Washington não vai "ficar de braços cruzados" enquanto Damasco continua a atacar seu próprio povo.

"Não há diferença em nossa concordância a respeito do objetivo na Síria", disse Kerry aos jornalistas em Riad.

Os governos prometeram um ao outro e à região do Oriente Médio que continuarão a trabalhar juntos. O ministro de Relações Exteriores saudita, príncipe Saud al-Faisal afirmou que "nossos dois países amigos" estão ocupados em tratar, em conjunto, de questões problemáticas como Síria, Irã e o processo de paz no Oriente Médio.

"Não há espaço para emoção e raiva aqui, mas sim para políticas equilibradas e de bom senso", disse Faisal em coletiva de imprensa conjunta com o secretário de Estado norte-americano John Kerry.

Al-Faisal também expressou profunda frustração com a Organização das Nações Unidas, onde recentemente os sauditas rejeitaram um assento no Conselho de Segurança, em razão da inabilidade do organismo em fazer progressos na Síria e com a questão palestina.

Antes de se encontrar com o rei Abdullah e com al-Faisal, Kerry assegurou aos líderes sauditas que os Estados Unidos consideram a Arábia Saudita - e não outras potências - como a maior força da região, disse Kerry, mais importante até do que o Egito.

"Os sauditas são muito, muito importantes para todas essas coisas. Os sauditas são o tipo de jogador sênior, juntamente com o Egito. O Egito é mais uma transição, então o papel da Arábia Saudita é muito mais importante."

A viagem à Arábia Saudita é a segunda parada de uma visita de 10 dias de Kerry pelo Oriente Médio, Europa e norte da África. De Riad, ele segue para Polônia, Israel, territórios palestinos, Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Argélia e Marrocos, antes de voltar para Washington. Fonte: Dow Jones Newswires e Associated Press.

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