Reguladora europeia nega relação entre vacina da AstraZeneca e coágulos

Após publicação de um jornal italiano, a EMA disse nesta terça-feira que não foi possível ainda encontrar relação entre casos de coágulo e a vacina da AstraZeneca

A EMA, reguladora de medicamentos da União Europeia, negou nesta terça-feira, 6, que tenha chegado a conclusões sobre uma possível relação entre casos de trombose e a vacina contra o coronavírus de Oxford/AstraZeneca.

Em comunicado, a EMA disse que "não chegou a uma conclusão ainda e que a revisão está em andamento". A expectativa é que as descobertas sejam divulgadas ainda nesta semana, até quinta-feira, 8, segundo a nota.

A EMA se pronunciou após o jornal italiano Il Messaggero publicar que, segundo um diretor da agência ouvido pelo jornal, já havia sido encontrado "um vínculo" entre a vacina e casos de trombose. A informação foi oficialmente negada pela agência.

Há alguns dias, a diretora executiva da EMA, Emer Cooke, havia afirmado que não era possível traçar um vínculo causal entre os casos e o imunizante. A EMA e entidades como a Organização Mundial da Saúde também fizeram pronunciamentos afirmando que os benefícios da vacina superam os riscos de potenciais efeitos colaterais.

Nas últimas semanas, uma centena de casos de coágulos em europeus levantou suspeitas de que poderia haver alguma relação com a vacina.

Os receios levaram diversos países a suspender temporariamente a aplicação do imunizante em março. A vacinação já foi retomada, embora nações como França, Alemanha, Itália, Espanha, Holanda e Canadá tenham suspendido a administração em pessoas menores de 55, 60 ou 65 anos (a depender do país).

Em março, ao analisar os casos de coágulos encontrados, a EMA disse oficialmente que não foi possível verificar evidência de que a vacina aumenta os riscos de coágulo. Os casos poderiam acontecer naturalmente nos pacientes, sem terem sido impactados pela vacina.

Mais de 20 milhões de pessoas foram imunizadas com a vacina da AstraZeneca na UE e no Reino Unido, e as autoridades afirmam que o número de casos de coágulos encontrado não é maior do que os que já ocorreria normalmente em uma fatia tão grande da população.

As autoridades afirmam também que paralisar a vacinação traria ainda mais riscos, sobretudo se não há vacina substituta. A União Europeia tem registrado cerca de 16.000 mortes por semana relativas à covid-19 e mais de 2.000 mortes por dia.

A vacinação no bloco também tem sido mais lenta do que o esperado, de modo que não seria recomendado excluir um dos imunizantes disponíveis. Além da AstraZeneca, os europeus usam também as vacinas de Pfizer/BioNTech, Moderna e Johnson & Johnson's, mas o número de doses tem sido insuficiente para acelerar a vacinação no bloco.

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