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Presidente afegão diz que deixou o país para evitar derramamento de sangue

Ghani saiu para evitar confrontos com o Taliban que colocariam em perigo milhões de residentes de Cabul

Ghani: ele não revelou detalhes sobre sua localização atual (Aref Karim/AFP/AFP)

Ghani: ele não revelou detalhes sobre sua localização atual (Aref Karim/AFP/AFP)

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Reuters

Publicado em 15 de agosto de 2021 às 16h36.

Última atualização em 15 de agosto de 2021 às 16h43.

O presidente afegão Ashraf Ghani disse no domingo que deixou o país para evitar derramamento de sangue, no momento em que o Taliban ocupa a capital, Cabul, e invadiu o palácio presidencial em Cabul.

Ghani saiu para evitar confrontos com o Taliban que colocariam em perigo milhões de residentes de Cabul, disse ele em um post no Facebook - seus primeiros comentários desde que deixou o país.

Ele não revelou detalhes sobre sua localização atual.

O presidente afirmou que foi forçado a fazer "uma escolha difícil" e acrescentou que, embora tenha conquistado o poder por armas, o Taleban não tem "legitimidade". "É necessário que Taleban garanta a segurança de todas as pessoas, nações, diferentes setores, irmãs e mulheres do Afeganistão para ganhar a legitimidade e o coração das pessoas", ressaltou.

A fuga de Ghani acontece no dia em que o grupo fundamentalista chegou a Cabul. O presidente americano, Joe Biden, enviou mais mil soldados à região para assegurar a evacuação da Embaixada dos Estados Unidos no país. Outras potencias ocidentais, entre elas o Reino Unido, também estão reduzindo a presença na nação.

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