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Premiê da Turquia concorda em receber líderes de protestos

Erdogan tem criticado repetidas vezes os manifestantes, classificando-os como "ralés"

Os protestos têm abalado a imagem do país predominantemente muçulmano como uma democracia estável em uma região turbulenta e como um vibrante mercado emergente para investidores (REUTERS/Dado Ruvic)
DR

Da Redação

Publicado em 10 de junho de 2013 às 18h28.

Ancara - O primeiro-ministro turco, Tayyip Erdogan, concordou em se reunir na quarta-feira com os líderes do movimento cujos protestos pacíficos em Istambul provocaram uma onda de manifestações contra o governo em toda a Turquia .

Erdogan tem criticado repetidas vezes os manifestantes, classificando-os como "ralés". Mas o vice-premiê Bulent Arinc disse nesta segunda-feira que os líderes do grupo Plataforma Parque Gezi pediram para encontrá-lo em um esforço para acabar com a agitação que a polícia tentou conter usando gás lacrimogêneo e canhões de água.

"Eles pediram para se encontrar com o primeiro-ministro e ele concordou em se reunir com os organizadores", disse Arinc a repórteres em Ancara.

O grupo leva o nome de um parque localizado em um canto da Praça Taksim, de Istambul. A campanha contra os planos do governo para revitalizar o parque se transformou em um movimento desafiador contra Erdogan e o partido governista AK.

Os protestos têm abalado a imagem do país predominantemente muçulmano como uma democracia estável em uma região turbulenta e como um vibrante mercado emergente para investidores. Três pessoas foram mortas e cerca de 5 mil ficaram feridas.

A ação policial violenta gerou críticas do Ocidente, e Erdogan tem cada vez mais acusado as forças estrangeiras de tentar agravar o problema.

Nesta segunda-feira, um grupo de manifestantes mostrou poucos sinais de que vai aliviar a ocupação da Praça Taksim, depois que Erdogan advertiu que sua paciência poderia acabar.

Muitos estão acampados em barracas e agora controlam uma grande parte ao redor da praça. Nas vias de acesso há barricadas de tijolos, pedras e barras de aço. A polícia se retirou completamente da área e um canhão de água era mantido a centenas de metros de distância ao lado do canal do Bósforo.


"Queremos que a vida na praça volte ao normal", disse Eyup Muhcu, chefe da Câmara de Arquitetos e membro da Plataforma de Solidariedade Taksim. "Estamos prontos para o diálogo ... mas as declarações do primeiro-ministro indicam que ele não está aberto ao diálogo", disse ele, falando antes de a reunião de quarta-feira ser anunciada.

Em um movimento que poderá aumentar o descontentamento entre os turcos seculares, o presidente Abdullah Gul aprovou uma lei que reduz a venda e o consumo de álcool.

A Turquia tem uma Constituição secular, mas o partido AK, de raízes islâmicas, tem sido criticado por minar a separação entre Estado e religião. Críticos acusam Erdogan e o partido de tentar interferir em suas vidas.

A lei, aprovada pelo Parlamento no mês passado, proíbe os produtores de álcool de patrocinar eventos em locais onde o álcool é vendido e consumido. Também proíbe a exibição pública de bebidas alcoólicas e exige que as embalagens tragam advertências de saúde.

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Ancara - O primeiro-ministro turco, Tayyip Erdogan, concordou em se reunir na quarta-feira com os líderes do movimento cujos protestos pacíficos em Istambul provocaram uma onda de manifestações contra o governo em toda a Turquia .

Erdogan tem criticado repetidas vezes os manifestantes, classificando-os como "ralés". Mas o vice-premiê Bulent Arinc disse nesta segunda-feira que os líderes do grupo Plataforma Parque Gezi pediram para encontrá-lo em um esforço para acabar com a agitação que a polícia tentou conter usando gás lacrimogêneo e canhões de água.

"Eles pediram para se encontrar com o primeiro-ministro e ele concordou em se reunir com os organizadores", disse Arinc a repórteres em Ancara.

O grupo leva o nome de um parque localizado em um canto da Praça Taksim, de Istambul. A campanha contra os planos do governo para revitalizar o parque se transformou em um movimento desafiador contra Erdogan e o partido governista AK.

Os protestos têm abalado a imagem do país predominantemente muçulmano como uma democracia estável em uma região turbulenta e como um vibrante mercado emergente para investidores. Três pessoas foram mortas e cerca de 5 mil ficaram feridas.

A ação policial violenta gerou críticas do Ocidente, e Erdogan tem cada vez mais acusado as forças estrangeiras de tentar agravar o problema.

Nesta segunda-feira, um grupo de manifestantes mostrou poucos sinais de que vai aliviar a ocupação da Praça Taksim, depois que Erdogan advertiu que sua paciência poderia acabar.

Muitos estão acampados em barracas e agora controlam uma grande parte ao redor da praça. Nas vias de acesso há barricadas de tijolos, pedras e barras de aço. A polícia se retirou completamente da área e um canhão de água era mantido a centenas de metros de distância ao lado do canal do Bósforo.


"Queremos que a vida na praça volte ao normal", disse Eyup Muhcu, chefe da Câmara de Arquitetos e membro da Plataforma de Solidariedade Taksim. "Estamos prontos para o diálogo ... mas as declarações do primeiro-ministro indicam que ele não está aberto ao diálogo", disse ele, falando antes de a reunião de quarta-feira ser anunciada.

Em um movimento que poderá aumentar o descontentamento entre os turcos seculares, o presidente Abdullah Gul aprovou uma lei que reduz a venda e o consumo de álcool.

A Turquia tem uma Constituição secular, mas o partido AK, de raízes islâmicas, tem sido criticado por minar a separação entre Estado e religião. Críticos acusam Erdogan e o partido de tentar interferir em suas vidas.

A lei, aprovada pelo Parlamento no mês passado, proíbe os produtores de álcool de patrocinar eventos em locais onde o álcool é vendido e consumido. Também proíbe a exibição pública de bebidas alcoólicas e exige que as embalagens tragam advertências de saúde.

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