Mundo

Poroshenko anuncia processo de reforma constitucional

O começo da reforma constitucional é um "processo longo, importante e imprescindível", disse o chefe de Estado


	Poroshenko: "não tenho dúvidas de que as decisões de fortalecer o Poder Judiciário, de dar passos contra a corrupção, devem ser acompanhadas por uma reforma do autogoverno local e a descentralização de poder"
 (Valentyn Ogirenko/Reuters)

Poroshenko: "não tenho dúvidas de que as decisões de fortalecer o Poder Judiciário, de dar passos contra a corrupção, devem ser acompanhadas por uma reforma do autogoverno local e a descentralização de poder" (Valentyn Ogirenko/Reuters)

DR

Da Redação

Publicado em 3 de março de 2015 às 08h52.

Kiev - O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, anunciou nesta terça-feira o início de um processo de reforma constitucional, um dos 13 pontos do plano estipulado em Minsk (Belarus) para uma solução pacífica ao conflito no leste do país.

O começo da reforma constitucional é um "processo longo, importante e imprescindível", disse o chefe de Estado, citado por seu gabinete de imprensa, após decretar a criação de uma comissão constitucional.

"Não tenho dúvidas de que as decisões de fortalecer o Poder Judiciário, de dar passos contra a corrupção, devem ser acompanhadas por uma reforma do autogoverno local e a descentralização de poder", disse Poroshenko.

A descentralização e o aumento de poder das regiões do país, referendadas por uma reforma constitucional, fazem parte dos acordos assinados em 12 de fevereiro em Minsk com a aprovação dos líderes da Ucrânia, Rússia, França e Alemanha.

Ao mesmo tempo, o presidente ucraniano ressaltou que a reforma constitucional "não deve deixar nenhuma oportunidade para aqueles que queriam a chamada federalização, com a qual buscavam na realidade a partilha da Ucrânia".

A federalização da Ucrânia foi durante meses uma das principais condições apresentadas pelos separatistas para iniciar um processo de solução pacífica para o conflito, demanda respaldada por Moscou.

Em setembro do ano passado, nas primeiras negociações entre representantes de Kiev e os separatistas, com a mediação da Rússia e da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE), o assunto da federalização ficou de fora da agenda.

Acompanhe tudo sobre:PolíticaUcrâniaGovernoreformas

Mais de Mundo

Trump deve aguardar encontro com Netanyahu para assinar acordo com Irã, diz site

Os mísseis dos EUA estão acabando? Trump responde

Delegação dos EUA abandona sessão na ONU após serem comparados à Coreia do Norte

Milei não pedirá desculpas ao Brasil, diz imprensa argentina