Piñera substitui ministros da Defesa, do Interior e do Exterior no Chile

Observadores políticos citaram a linha dura dos novos ministros

O presidente chileno, Sebastián Piñera, reorganizou peças importantes de seu ministério, substituindo o titular da pasta do Interior e cinco outros ministros, em um esforço para fortalecer a coalizão governista após uma rebelião devido a uma polêmica lei sobre as aposentadorias aprovada na semana passada.

A segunda reforma em apenas nove meses de quase todo o círculo político mais próximo do presidente aumentou a presença dos conservadores no ministério, incluindo nas pastas de Relações Exteriores, Defesa, Assuntos Sociais, Presidência e Comunicações.

“Convoco este novo gabinete e toda a coalizão ´Chile Vamos´ a começar um novo capítulo para o nosso governo e para o nosso país, com um verdadeiro espírito construtivo, convicção, unidade, fé e esperança”, afirmou Piñera na cerimônia de posse dos novos ministros no palácio presidencial em Santiago.

Observadores políticos citaram a linha dura dos novos ministros. Álvaro Elizalde, presidente do Partido Socialista do Chile, disse: “O presidente optou pela ordem interna, mas não para conquistar ou tentar conquistar os cidadãos”.

A remodelação ocorre à medida que o presidente de centro-direita enfrenta seu mais duro ano no cargo até agora, com grandes protestos sociais de outubro a dezembro e uma combinação de crise econômica e social com o surto do coronavírus, que começou em março.

Na semana passada, parlamentares da coalizão Chile Vamos apoiaram um projeto da oposição que permite aos cidadãos retirarem 10% de suas aposentadorias do sistema de previdência privada do país — algo a que o governo se opôs firmemente.

O ministro do Interior, Gonzalo Blumel, aceitou a demissão por não ter conseguido impedir a rebelião dos parlamentares da base e foi substituído pelo senador Víctor Perez, do partido de extrema-direita UDI. Perez se tornou o terceiro ministro do Interior em nove meses.

O bilionário Piñera está a 20 meses do final de seu segundo mandato não consecutivo. Em outubro do ano passado, a resposta pesada das forças de segurança aos maiores protestos no Chile desde o final da ditadura de Augusto Pinochet em 1990 viu seu índice de aprovação cair para 6%. Desde então, subiu para 15%, mas foi detido por alguns erros no enfrentamento à pandemia de coronavírus.

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