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PIB da Argentina cresce 4,4% em 2025, mas com sinais de desaceleração

No 4º trimestre, o desempenho econômico foi abaixo do esperado, com avanço de 0,6% no período, distante da expectativa de 0,8% dos analistas

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 20 de março de 2026 às 19h58.

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A Argentina registrou crescimento abaixo das projeções no fim de 2025, indicando desaceleração mesmo com as medidas adotadas pelo presidente Javier Milei para impulsionar a economia. Os dados reforçam um cenário de recuperação ainda irregular no país.

O Produto Interno Bruto (PIB) avançou 0,6% no quarto trimestre na comparação anual, abaixo da expectativa de 0,8% dos analistas. No mesmo período de 2024, o crescimento havia sido de 2,1%. No acumulado de 2025, a economia argentina registrou expansão de 4,4%.

Desemprego na Argentina sobe para 7,5% e informalidade avança no 4º trimestre de 2025

O desempenho trimestral foi puxado pelas exportações, que cresceram 5,0% em relação ao trimestre anterior. O consumo privado também contribuiu, com alta de 1,7%. O resultado ocorreu apesar da queda de 1,0% nos gastos públicos e de 2,8% nos investimentos de capital no período.

O governo de Javier Milei conseguiu reduzir a inflação anual e retirar a economia da recessão, movimento considerado incomum no histórico recente do país. Ainda assim, a recuperação apresenta diferenças entre setores, segundo a Bloomberg.

Atividades como energia, mineração e serviços financeiros registram avanço, enquanto construção civil, indústria e varejo mantêm retração. O mercado de trabalho do setor privado também apresentou perdas ao longo do ano, mesmo com o aumento das exportações.

Indicadores recentes apontam perda de fôlego da atividade econômica, com retração em dois dos últimos três meses até dezembro. A inflação mensal desacelerou pela última vez em maio, enquanto a arrecadação de impostos ficou abaixo da inflação por sete meses consecutivos.

Perspectivas para 2026

Após a vitória nas eleições legislativas de outubro, Javier Milei passou a priorizar medidas para estimular o crescimento, incluindo a redução das taxas de juros e mudanças no crédito imobiliário. As taxas elevadas vinham impactando o consumo, enquanto a suspensão de grande parte dos financiamentos imobiliários afetou o setor.

O Banco Central da Argentina projeta crescimento de 3,4% para a economia em 2026, segundo a pesquisa mensal com economistas. A estimativa considera a continuidade das políticas de ajuste e estímulo adotadas pelo governo.

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