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Peru congela US$ 7,7 mi de suspeitos envolvidos com a Odebrecht

Entre os investigados no inquérito sobre a empreiteira brasileira está o ex-presidente Alejandro Toledo

SEDE DA ODEBRECHT: empresa foi sentenciada nesta segunda-feira por um juiz americano a pagar 2,6 bilhões de dólares / Divulgação (Foto/Divulgação)

SEDE DA ODEBRECHT: empresa foi sentenciada nesta segunda-feira por um juiz americano a pagar 2,6 bilhões de dólares / Divulgação (Foto/Divulgação)

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Reuters

Publicado em 7 de julho de 2017 às 10h17.

Última atualização em 7 de julho de 2017 às 10h18.

Lima - Autoridades do Peru disseram na quinta-feira que congelaram 7,7 milhões de dólares em ativos de indivíduos, entre eles o ex-presidente Alejandro Toledo, investigados como parte de um inquérito sobre a empreiteira brasileira Odebrecht.

A empresa fez um acordo com procuradores dos Estados Unidos e do Brasil e admitiu ter pago propinas em 12 países para obter contratos. As acusações de tráfico de influência de Toledo, que governou entre 2001 e 2006, são parte da investigação peruana.

Oito outras pessoas foram incluídas no congelamento de ativos, que foi adotado para garantir o pagamento de multas futuras daqueles que forem condenados por acusações relacionadas à Odebrecht, informou um comunicado emitido pela Procuradoria-Geral do Peru.

Os ativos embargados incluem quatro carros de Toledo, que está morando nos EUA. Não foi possível contactar os porta-vozes da Odebrecht e de Toledo para obter comentários.

A empreiteira está impedida de participar de novas licitações para obras de infraestrutura no Peru e tenta negociar acordos de leniência na Colômbia, no Equador, México, Panamá, República Dominicana e Venezuela.

Nesta semana a Argentina proibiu a Odebrecht de concorrer em licitações de obras públicas por 12 meses.

Acompanhe tudo sobre:CorrupçãoPeruNovonor (ex-Odebrecht)

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