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Percepção popular sugere inflação de 37% na Argentina

Consultorias econômicas consideram que a inflação deste ano chegará a 35%


	Peso Argentino: escalada inflacionária foi um dos motivos da greve geral de 24 horas protagonizada na quinta-feira passada
 (Daniel Garcia/AFP)

Peso Argentino: escalada inflacionária foi um dos motivos da greve geral de 24 horas protagonizada na quinta-feira passada (Daniel Garcia/AFP)

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Da Redação

Publicado em 17 de abril de 2014 às 09h35.

Buenos Aires - O Centro de Investigações em Finanças (CIF) da Universidade Di Tella anunciou que o índice de percepção de inflação argentina indicou que a população possui uma expectativa de uma alta de preços em média de 37,5% nos próximos doze meses.

As consultorias econômicas consideram que a inflação deste ano chegará a 35%. Integrantes do governo Kirchner esperam que a inflação, que no Orçamento Nacional estava prevista para não passar de 11%, agora indicam que ficaria um pouco abaixo dos 30%.

Na terça-feira o ministro da Economia, Axel Kicillof, anunciou que a inflação de março, elaborada pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec), foi de 2,6%. Desta forma, o total acumulado no primeiro trimestre foi de 9,7%.

No entanto, os deputados da oposição, que elaboram o denominado "Índice-Congresso" como alternativa ao índice oficial, suspeito de elevada manipulação, afirmam que a inflação de março foi de 3,3%. De acordo com o Departamento de Estatística e Censos da cidade de Buenos Aires, a inflação na capital argentina em março foi de 3,6%.

A escalada inflacionária foi um dos motivos da greve geral de 24 horas protagonizada na quinta-feira passada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT) "rebelde", a CGT "Azul e Branca" e a Central dos Trabalhadores Argentinos (CTA) "rebelde". Estas centrais racharam com o governo Kirchner nos últimos três anos.

Os sindicatos "rebeldes" - que até 2012 estavam alinhados com a Casa Rosada - exigem aumentos salariais de 32% a 40% para enfrentar a inflação.

Outras duas centrais, a CGT "oficial" e a CTA "oficial", alinhadas com o governo Kirchner, não aderiram à greve. No entanto, seus líderes, embora declarem lealdade à presidente Cristina, começam a emitir reclamações sobre a escalada de preços.

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