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Partido de Grillo dirá a presidente que pode liderar governo

Partido Movimento 5 Estrelas afirmou que deseja liderar o próximo governo da Itália, após a eleição inconclusiva do mês passado

Líder do Movimento 5 Estrelas e comediante Beppe Grillo (D) discursa durante comício, em Roma
 (Max Rossi/Reuters)

Líder do Movimento 5 Estrelas e comediante Beppe Grillo (D) discursa durante comício, em Roma (Max Rossi/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 11 de março de 2013 às 09h43.

Roma - O partido de protesto Movimento 5 Estrelas, do ex-comediante Beppe Grillo, afirmou no domingo que deseja liderar o próximo governo da Itália, após a eleição inconclusiva do mês passado, e reiterou que não aceita qualquer aliança com outro partido.

Os recém-eleitos líderes parlamentares do Movimento disseram a repórteres que deixarão esta posição clara ao presidente da Itália, Giorgio Napolitano, quando ele iniciar consultas sobre a formação de um governo este mês.

"Nossa proposta será um governo do 5 Estrelas", disse o líder do partido no Senado, Vito Crimi, após uma reunião com seus parlamentares em um hotel de Roma.

É improvável que os outras partidos aceitem um governo liderado pelo 5 Estrelas, em parte devido às diferenças políticas e em parte porque, apesar de ter sido o partido único mais votado na eleição, o Movimento tem menos assentos no Parlamento do que as coalizões de centro-esquerda e de centro-direita.

As políticas propostas pelo 5 Estrelas incluem: renda mínima para os desempregados, acesso gratuito à internet para todos, reforma eleitoral, abolição de financiamento estatal para partidos e jornais e abandonar a obra de uma linha de trem de alta velocidade no norte da Itália.

O partido de Grillo está sob intensa pressão para formar uma aliança com o Partido Democrático (PD), de centro-esquerda, depois da eleição que gerou um Parlamento dividido, mas insiste que não vai garantir seu apoio a qualquer coligação.

O Parlamento irá se reunir na sexta-feira e logo depois Napolitano começará consultas com os chefes dos partidos para tentar encontrar apoio para uma coalizão.

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