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Para FMI, Argentina ainda está vulnerável e "sem propostas"

Críticas fazem parte de um documento confidencial elaborado pelo Fundo e divulgado hoje pelo jornal El Clarín

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Da Redação

Publicado em 12 de outubro de 2010 às 18h39.

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) criticou a Argentina por "falta de propostas" no trato com os credores internacionais. Além disso, o país segue vulnerável, como resultado das grandes dívidas que devem vencer nos próximos meses.

As informações fazem parte de um relatório confidencial a que teve acesso o jornal argentino El Clarín. Diz o texto: "a balança de pagamentos está vulnerável, e a situação da balança de conta corrente é a mais debilitada dos últimos anos". Segundo El Clarín, o relatório é assinado por Anoop Singh, diretor do Fundo para o Hemisfério Ocidental.

De acordo com o FMI, apesar do aumento das reservas argentinas, ainda assim o volume está abaixo do necessário menor, por exemplo, do que em outros países em desenvolvimento, como Brasil e Turquia. Os três países são atualmente os principais clientes do Fundo. As reservas da Argentina totalizam cerca de 21,7 bilhões de dólares.

O documento foi apresentado por Singh na semana passada, durante uma reunião com diretores do FMI. Na ocasião, foi aprovada a prorrogação do pagamento de 2,5 bilhões de dólares em vencimentos. O principal argumento de Singh para justificar o adiamento foi justamente a delicada situação externa em que se encontra a Argentina.

Uma fonte do governo argentino confirmou a existência do documento ao jornal El Clarín, mas classificou o conteúdo como "exagerado e com uma série de erros".

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