Pacto da UE com Ucrânia não deve seguir como planejado

Os eleitores ucranianos rejeitaram em referendo a proposta de pacto comercial

Amsterdã - O governo da Holanda disse hoje que a ratificação do pacto comercial da União Europeia com a Ucrânia não pode prosseguir após os eleitores do país o terem rejeitado em referendo.

"Está claro que a ratificação não pode continuar como se nada tivesse acontecido", disse o governo em comunicado, acrescentando que a votação mostrou uma "clara vitória das pessoas que votaram contra".

Enquanto o acordo da União Europeia com a Ucrânia foi ratificado pelos demais 27 países do grupo, os holandeses rejeitaram a proposta, com 61% contra e 38% a favor, de acordo com os resultados preliminares divulgados pela rede estatal de mídia NOS.

O resultado final ainda não foi divulgado. O comparecimento às urnas foi de 32%, ligeiramente acima dos 30% necessários para tornar o resultado válido.

A rejeição é mais um golpe à União Europeia, num momento em que o bloco é confrontado com uma entrada recorde de imigrantes desde o pós-guerra, ampliando as ameaças terroristas e a fragilidade econômica.

O sentimento anti-UE está a aumentar em toda a região, inclusive na Holanda, que é membro-fundador do bloco e em sido um forte apoiador da integração europeia.

O governo holandês informou que irá conversar com o Parlamento antes de falar com os parceiros da União Europeia e com o governo da Uncrânia. "Esse processo levará tempo até que se alcance uma solução que seja aceitável por todas as partes."

O presidente da Comissão Europeia, Donald Tusk, afirmou que o acordo continua em cena provisoriamente.

"Eu tomei conhecimento do resultado do referendo na Holanda. Continuarei em contato com o primeiro-ministro Rutte sobre isso, já que preciso saber quais conclusões ele e seu governo irão tomar diante do referendo e quais serão suas intenções", disse Tusk em comunicado.

Não há um prazo final para que o pacto com a União Europeia seja definido.

A Rússia tem se oposto ao acordo, dizendo que iria prejudicar seus laços econômicos com a Ucrânia. O comércio da Rússia com a Ucrânia tem sido afetado pelo conflito envolvendo rebeldes pró-Moscou e Kiev.

O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, disse em comunicado que "o verdadeiro alvo daqueles que organizaram o referendo não era o acordo entre a Uncrânia e a União Europeia".

Segundo ele "isso é um ataque à unidade europeia, um ataque à disseminação dos valores europeus".

Poroshenko acrescentou que a Ucrânia continuará mantendo sua parte no acordo, e que o país "não deixará o caminho da euro-integração".

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