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Oposição egípcia dá ultimato para renúncia de Mursi

"Se Mursi não renunciar, na terça-feira às 17H00 terá início uma campanha de desobediência civil total", afirmou o movimento opositor Tamarod


	As manifestações de domingo terminaram com a morte de seis pessoas em confrontos entre simpatizantes do presidente Mursi e manifestantes opositores
 (AFP)

As manifestações de domingo terminaram com a morte de seis pessoas em confrontos entre simpatizantes do presidente Mursi e manifestantes opositores (AFP)

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Da Redação

1 de julho de 2013, 07h52

O movimento opositor Tamarod, que liderou as grandes manifestações de domingo contra o presidente egípcio Mohamed Mursi, exigiu que o chefe de Estado renuncie até a tarde de terça-feira e anunciou que, em caso contrário, iniciará um protesto de "desobediência civil".

"Damos a Mohamed Mursi prazo até terça-feira 2 de julho às 17H00 (12H00 de Brasília) para deixar o poder e permitir às instituições estatais preparar uma eleição presidencial antecipada", afirma um comunicado do Tamarod ('rebelião' em árabe).

"Se Mursi não renunciar, na terça-feira às 17H00 terá início uma campanha de desobediência civil total", completa a nota.

O Tamarod pede ainda às Forças Armadas, à polícia e ao sistema judicial uma "posição clara ao lado da vontade popular representada" pelas gigantescas manifestações de domingo.

O movimento rejeitou o pedido de diálogo feito no domingo pelo presidente Mursi.

"É impossível aceitar medidas insuficientes. A única alternativa é o fim pacífico do poder da Irmandade Muçulmana e de seu representante Mohamed Mursi", afirma o comunicado do Tamarod.

As manifestações de domingo terminaram com a morte de seis pessoas em confrontos entre simpatizantes do presidente Mursi e manifestantes opositores, anunciou o ministério da Saúde.

O Tamarod, apoiado por várias personalidades e movimentos da oposição laica, liberal e de esquerda, afirma ter reunido 22 milhões de assinaturas para uma petição por eleições presidenciais antecipadas, uma quantidade muito superior aos 13,23 milhões de votos recebidos por Mursi nas eleições de junho de 2012.

Nesta segunda-feira, manifestantes atacaram a sede central da Irmandade Muçulmana no Cairo.

O edifício, no bairro de Moqqatam, zona leste da capital egípcia, foi invadido por manifestantes que jogaram objetos pelas janelas.

Outros manifestantes saquearam a sede, que no momento do ataque estava vazia.