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ONG pede que China pare reassentamentos forçados no Tibet

Processo forçado de "realocação e redefinição de moradias em massa" já teria afetado mais de 2 milhões de pessoas em sete anos

Garota tibetana carrega água em Barma: Human Rights Watch disse que as autoridades tumultuaram vidas e coibiram direitos ao transferir os tibetanos para moradias inadequadas (Kim Kyung-Hoon/Reuters)

Garota tibetana carrega água em Barma: Human Rights Watch disse que as autoridades tumultuaram vidas e coibiram direitos ao transferir os tibetanos para moradias inadequadas (Kim Kyung-Hoon/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 27 de junho de 2013 às 12h33.

Pequim - Um grupo de direitos humanos fez um apelo à China nesta quinta-feira para que acabe com o processo forçado de "realocação e redefinição de moradias em massa" da população de origem étnica tibetana, algo que já teria afetado mais de 2 milhões de pessoas em sete anos.

Em um relatório, a entidade norte-americana Human Rights Watch disse que as autoridades chinesas tumultuaram vidas e coibiram direitos ao transferir os tibetanos para moradias inadequadas, sem indenizações próprias e sem assistência na busca por novos empregos.

"A escala e velocidade com a qual a população rural tibetana está sendo remodelada pelas políticas de realocação e redefinição de moradias em massa são sem precedentes na era pós-Mao", disse Sophie Richardson, diretora da HRW para a China.

"Os tibetanos não têm voz na concepção de políticas que estão alterando radicalmente seu modo de vida e --num contexto já altamente repressivo--, não têm maneiras de alterá-las." O relatório diz que mais de 2 milhões de membros da etnia tibetana já foram realocados no Tibet desde 2006, e que o mesmo ocorreu também com centenas de milhares de pastores nômades na província de Qinghai e em outras partes do leste do planalto tibetano.

O objetivo do programa, diz o relatório, é contribuir para o progresso econômico, mas também combater o sentimento separatista e "fortalecer o controle político (do governo central) sobre a população rural tibetana".

Autoridades do Tibete não estavam imediatamente disponíveis para comentar o relatório.

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